Um dos artigos mais esclarecedores sobre a situação que estava sendo orquestrada por mais um facista do oriente médio, Recep Tayyip Erdoğan desmoronou nos últimos dias, juntamente como está desmoronando o sonho da ditadura iraniana de representar o islamismo puro e messiânico anunciado pelos Ayatolás. O autor da matéria, Jonathan Adir, descreve passo a passo as intenções do populista e facista Erdoğan, e como o Eterno de Israel frustrou aquele que havia sonhado até mesmo com uma guerra que varresse Israel do mapa em duas semanas diante de uma coalisão islâmica mundial contra o que chamam de “entidade sionista”.
Turquia de Erdoğan não passa de um país afundado em inflação alta, tecnologia ultrapassada, economia fragilizada, e um ditador que se esconde através do populismo desenfreado, com capa de democracia. No ocidente já entenderam que fora as paisagens e bíblicas, na Turquia que foram roubadas dos gregos da Anatolia, eles não tem muito a oferecer ao Mundo. Lembrando que a construção mais icônica da Turquia, a Hagia Sophia, era uma igreja, que foi transformada em mesquita pelos islamistas. Talvez para que goste de burekas e de doces turcos, eles sejam uma boa opção. O artigo a seguir mostra sistematicamente o sonho de um antissemita, seguidor da filosofia hitleriana, que sorri diante das câmeras, mas por trás dela quer esfaquear quem lhe dá de comer. Minha esperança, é que nas próximas eleições o povo da Turquia também entenda que a islamização é o veneno que destrói qualquer nação, e escolha mentes ocidentalizadas que ajudem o país a sair da pobreza. Segue o artigo original traduzido para o português.
A visão de Erdogan desmoronou
Já faz mais de um ano que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, tenta mostrar um impulso real rumo à realização de sua visão “neo-otomana” — uma ambição de liderar não apenas a Turquia, mas o mundo muçulmano como um todo. Porém, nos últimos dias, cada conquista que Erdoğan construiu durante esse tempo desmoronou diante de seus olhos, sem que ele tenha qualquer meio efetivo de deter esse processo.
Uma visão baseada em cinco pilares
Nos últimos ano e meio, Erdoğan apresentou tanto ao público turco quanto ao mundo muçulmano um que chamou de impulso sem precedentes rumo à realização dessa visão neo-otomana. Essa estratégia foi construída sobre cinco pilares estratégicos que pareciam mais fortes do que nunca:
- Aparentemente a submissão final da insurgência curda do PKK.
- A ascensão meteórica de Al-Julani na Síria, sob um “manual turco” que supostamente funcionara antes na Líbia e na Somália.
- Uma descoberta energética estratégica nas proximidades de Mogadíscio, estimada em meio trilhão de dólares.
- A reputação internacional crescente da indústria militar turca.
- Uma conexão íntima e direta com a Casa Branca dos EUA.
Erdoğan sonhava que todos esses “pilares” se transformassem em liderança efetiva do mundo muçulmano — a aspiração máxima do que seria, de certo modo, um novo “sultão moderno”.
O colapso em 72 horas
Mas nas últimas 72 horas, cada um desses pilares entrou em colapso em uma reação em cadeia que deixou Ancara sem meios eficazes de enfrentar a situação:
1. Falha no plano diplomático
O primeiro e mais doloroso colapso ocorreu no campo diplomático.
Erdoğan e o chanceler turco Hakan Fidan tinham afirmado que “nada acontece na região sem a Turquia”. Mas durante a recente cúpula em Genebra, descobriu-se que Israel e os Estados Unidos atuaram completamente em coordenação sem a Turquia, inclusive em decisões relacionadas ao Irã. Isso representou não apenas uma falha estratégica, mas um embaraço público que expôs a falta de relevância de Ancara na hora das decisões mais importantes.
2. A retórica falha com parceiros árabes
A tentativa turca de criar uma frente árabe unificada também fracassou. Países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos escolheram uma abordagem mais pragmática baseada no Conselho de Cooperação do Golfo e na coordenação com Israel, em vez de seguir por caminhos que a Turquia defendia — sobretudo os mais confrontacionais e ideológicos.
3. Derrota tecnológica no campo militar
No campo militar, o mito da superioridade tecnológica turca sofreu um golpe devastador.
As capacidades de ciberdefesa, guerra eletrônica e armamentos de precisão demonstradas por Israel em diferentes contextos serviram para mostrar que os drones e outras tecnologias turcas — como os fabricados pela Baykar — já não são competitivos no nível pretendido. O próprio Fidan admitiu que sem controle do espaço e do ciberespaço, a Turquia não pode garantir superioridade no campo de batalha moderno.
4. Um cenário econômico difícil
Esse fracasso estratégico ocorre em meio a dificuldades econômicas persistentes na Turquia.
A inflação turca chegou a 31,5% no início de 2026, corroendo o poder de compra dos turcos, enquanto a lira permanece sob forte pressão contra o dólar.
Entre os sinais mais fortes dessa crise está a retirada de investimentos por parte da maior gestora de fundos soberanos do mundo, a Noruega, que saiu de bancos turcos devido à instabilidade regulatória e à percepção de corrupção — um claro sinal de que a Turquia ainda não atende aos padrões exigidos por investidores estrangeiros.
Além disso, o chamado “sonho energético” de Erdoğan — de fazer da Turquia uma rota indispensável para gasodutos e energia — também perdeu força, já que Israel fortaleceu um eixo energético com Índia e Grécia, incluindo o uso de gás natural liquefeito que agora chega à Europa sem passar pela Turquia.
5. O “pesadelo curdo” ressurgiu
Acima de tudo, um desafio existencial persiste: o que Erdoğan chama de “pesadelo curdo”.
Com a diminuição do controle iraniano no norte do Iraque e na Síria, os movimentos de autonomia curda ganharam novo fôlego, o que representa um sério desafio à integridade territorial da Turquia caso essas aspirações sejam apoiadas pelo Ocidente.
A Turquia nas próximas eleições
Internamente, a situação também é complexa.
A eleição de 2028 começa a tomar forma, e o desafio para o partido de Erdoğan (AKP) parece maior do que o esperado. Três potenciais sucessores começam a emergir:
- Hakan Fidan, ex-chefe de inteligência e atual ministro das Relações Exteriores.
- Selçuk Bayraktar, engenheiro aeroespacial e presidente de uma importante empresa de defesa (que também é genro de Erdoğan).
- Ibrahim Kalin, chefe de inteligência e conselheiro próximo de Erdoğan há anos.
Erdoğan também tem investido na promoção de seu filho Bilal Erdoğan como possível sucessor, indicando um clima político interno tenso e competitivo.
Conclusão: um novo papel para a Turquia?
O colapso desses pilares nos últimos dias aponta para uma necessidade urgente de reconsideração estratégica em Ancara. Para Israel, isso pode significar uma oportunidade de moldar uma nova ordem — onde a Turquia deixa de ser um veto regional e precisa se adaptar a uma nova realidade geopolítica dominada por alianças israelense-americanas.
Se por um lado os desafios são enormes, alguns analistas esperam que, no futuro, Israel e Turquia possam voltar a relações cooperativas mais tradicionais, semelhantes às que existiam antes de 2009.
Fonte: Jonathan Adir — Ynet – Foto: Hagia Sophia, PixaBay
