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Israel alerta sobre celula de supervisao militar no Líbano

Um desenvolvimento preocupante no cenário político do Líbano é a notícia de que os EUA e o Irã estão estabelecendo uma célula de supervisão militar no país, sem a participação da Israel. De acordo com o jornal libanês Nidaa al-Watan, a célula de supervisão será composta por Líbano, EUA e Irã, enquanto o Qatar e o Paquistão terão um papel de apoio e monitoramento. A reportagem destaca que essa célula será militar, não diplomática, e se concentrará em questões militares.

Paralelamente, a garantia foi dada ao presidente libanês Joseph Aoun de que a pista libanesa permanecerá separada da pista iraniana. Além disso, os EUA têm assegurado que a Líbia é a única parte autorizada a conduzir negociações e que não haverá a possibilidade de transferir o arquivo libanês para o Irã. Segundo o relatório, há um esforço americano em curso para libertar o Líbano do controle iraniano.

Nesse contexto, fontes americanas revelaram que a Israel solicitou que as Forças Armadas do Líbano sejam deslocadas para a crista de Ali al-Taher antes de qualquer retirada da região sul do Líbano. Além disso, a Israel busca realizar buscas em túneis do Hezbolá ao longo da crista para garantir que nenhum terrorista do grupo permaneça dentro deles. A Israel exige que as Forças Armadas do Líbano executem medidas no terreno antes de qualquer retirada, demonstrando a capacidade de desmantelar a infraestrutura do Hezbolá.

A célula de coordenação do Líbano, estabelecida na Suíça como parte das negociações entre EUA e Irã, é um novo mecanismo diplomático projetado para prevenir fricção militar no Líbano e garantir a cessação das hostilidades. O Irã celebrou sua inclusão na célula como um feito, com a agência de notícias afiliada às Forças Quds declarando: “O Irã se tornou parte da arquitetura de segurança no Líbano”.

Em Israel, os oficiais afirmaram que a célula “não gerencia as forças no terreno” e que não está conectada a ela. No entanto, a Israel alertou os EUA de que ligar o acordo com o Irã ao Líbano levaria a um agravamento das tensões e que o Irã iniciaria ataques para detonar os contatos diretos entre Israel e Líbano.

Dentro da administração americana, surgiu uma disputa. O Departamento de Estado, liderado pelo secretário Marco Rubio, opôs-se veementemente à criação da célula, argumentando que ela representa uma pista de bypass projetada para sabotar negociações diretas. Já o vice-presidente JD Vance, que gerenciou as negociações, evitou responder diretamente sobre a retirada israelense da região sul do Líbano.

O Líbano está exigindo compensação do Irã. O ministro da Justiça libanês, Adel Nassar, afirmou que o Líbano tem o direito de preparar um dossiê de demandas de compensação do Irã por todos os danos causados ao estado em decorrência do treinamento, armamento e financiamento de uma organização militar operando sob seu comando, o Hezbolá.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não levantará espada na terra do meu povo, nem aprenderá guerra, nem será ensinado a fazer guerra; e estarão de paz, todos os filhos de Jacó, entre as nações e não aprenderão mais a guerra.” (Êxodo 19:9)

Fonte original: Report: Israel sidelined as US, Iran establish military oversight cell in Lebanon — Israel Hayom

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