Israel está caminhando em direção a uma armadilha iraniana com os olhos abertos
A entrevista concedida pelo orador do Parlamento Iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, à rádio iraniana alguns dias atrás, revelou mais do que ele poderia ter pretendido. Além das declarações de vitória e dos habituais jactos, ele admitiu efetivamente que o Irã não alcançou seus objetivos na batalha. No entanto, segundo ele, está fazendo muito mais ganhos significativos nas negociações do que conseguiu alcançar através da força militar. Ele chamou isso de “diplomacia de uma posição de força”. Para o Irã, isso não é apenas uma bandeira. É um conceito operacional bem estabelecido há muito tempo. Ghalibaf explica claramente como o Irã liga as diferentes frentes. Desde sua perspectiva, fechar o Estreito de Ormuz, intensificar a situação no Líbano e negociar com os Estados Unidos não são eventos separados, mas diferentes ferramentas da mesma estratégia, cujo objetivo é trazer um fim para a pressão sobre o Irã e a retirada do inimigo. A pressão militar não visa derrotar o inimigo, mas influenciar os termos do acordo alcançado por meio de negociações. O Hezbolá, pelo qual o Irã estabeleceu uma armadilha estratégica para Israel, desempenha um papel claro nesse dogma. Seu objetivo agora não é derrotar Israel, mas criar um dinamismo que leve a uma resposta israelense, dando ao Irã motivos para ameaçar destruir as negociações e fazendo os Estados Unidos pressionarem Israel, de todos os países, para evitar uma escalada. Desde a perspectiva de Teerã, o Líbano tornou-se uma forma de pressão sobre Washington e um meio de aumentar a fricção entre os EUA e Israel. O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, o presidente paquistanês Asif Ali Zardari, o ministro das Relações Exteriores Ishaq Dar e o ministro do Interior Mohsin Naqvi caminham ao lado do presidente iraniano Masoud Pezeshkian e do ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi ao chegarem à Base Aérea Nur Khan em Rawalpindi. Foto: AFP
Isso é precisamente o ponto que o governo israelense está tendo dificuldade em internalizar, ou simplesmente não entende, enquanto caminha em direção à armadilha com os olhos abertos. Na discursiva israelense, um argumento comum é: “O Irã é um problema dos Estados Unidos; o Líbano é nosso problema.” Mas a realidade é quase o contrário. A ameaça central a Israel está em Teerã, não em Beirute. O Hezbolá é uma mão. O Irã é a cabeça. Portanto, o objetivo estratégico de Israel não pode ser a gestão contínua do conflito no Líbano, mas a enfraquecimento do Irã e a redução de sua capacidade de continuar construindo, financiando e armado seus proxies. As declarações dos ministros do governo indicam que eles preferem continuar a lutar no Líbano, rumo a outra vitória total inatingível. Em alguns momentos, parece que alguns em Jerusalém acreditam que continuar a luta no Líbano ajudará a derrubar as negociações com o Irã, ou pelo menos melhorar a posição de Israel em relação a elas. Esses dois pressupostos operacionais não são novos. Durante a luta em Gaza, também havia a crença de que a escalada militar alteraria o curso da administração americana determinada a alcançar um acordo. Mas a experiência devia ter nos ensinado algo. Quando um presidente dos EUA decide que um acordo é um objetivo estratégico, tentativas de impedi-lo…
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque Deus não está em lados, nem aceita pessoa; nem recebe presente; antes a mente dos sábios é recebida por ele.” (Eclesiastes 9:1)
Fonte original: Israel is walking towards an Iranian trap with its eyes open — Israel Hayom
