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Israel Reage ao Acordo EUA Irã com Ceticismo e Suspeitas

A verdadeira motivação por trás do acordo entre os EUA e o Irã ainda não está completamente clara para o público. Enquanto a mídia israelense tem sido cética em relação ao acordo, analistas experientes no assunto afirmam que há mais a ser considerado do que apenas a questão nuclear. A fonte, que pediu anonimato, afirma que a verdadeira motivação do presidente dos EUA, Donald Trump, é evitar uma derrota nas eleições de meio de mandato, marcadas para quatro meses.

As eleições são fundamentais para Trump, pois uma perda da Câmara dos Deputados para os democratas, mesmo que o Senado continue sob controle republicano, significaria que ele passaria os dois anos finais de seu mandato sob investigação e impeachment. Não há dúvida de que ele seria impeachado, pois, na Câmara, basta uma maioria simples para remover o presidente.

Para evitar essa situação, Trump teria dois cartas na manga. A primeira seria uma operação terrestre para remover o urânio iraniano, mas ele acredita que, ao final do dia, poderia sempre negociar a retirada do material. A segunda opção seria destruir as instalações de energia iranianas, o que Trump havia ameaçado fazer em abril, quando disse que iria “apagar a civilização iraniana”. Na Israel, essa opção foi descrita de forma mais direta: em Teerã, as pessoas voltariam a acender velas em suas casas.

O problema é que, segundo a fonte, há poucas pessoas no governo israelense que estejam pensando nas consequências de uma crise energética global. Para Trump, essa é a questão mais importante no momento. Se uma operação militar contra o Irã enfraquecesse dramaticamente o país, é possível que isso levasse a uma crise energética, com o preço do petróleo subindo para US$ 200 por barril, e, a partir daí, uma série de consequências, incluindo inflação, perda da Câmara e impeachment.

Além disso, a fonte destaca que a política de bloqueio contra o Irã também tem consequências negativas, pois pode levar a um aumento nos preços do combustível nos EUA e uma inflação maior, antes mesmo que o regime iraniano caia. Dessa forma, Trump está se confrontando com os iranianos com uma mão atada, sem a invasão curda, sem uma operação terrestre e sem atacar a infraestrutura energética do país, pelo menos até as eleições.

Nesse contexto, o acordo entre os EUA e o Irã não é, na verdade, um acordo nuclear, mas sim um acordo sobre o Estreito de Ormuz. E aqui, segundo a fonte, é fundamental notar que a cláusula que vai além do Estreito e entra em dinheiro é apenas uma suspensão temporária das sanções contra o Irã, e não uma liberação definitiva. Isso significa que, mesmo que o acordo seja aprovado, as sanções podem ser reestabelecidas a qualquer momento.


📖 Perspectiva Bíblica

“Eu não confio no homem que fala bem sobre si mesmo.” (Provérbios 28:23)

Fonte original: What you still haven't been told about the Iran deal — Israel Hayom

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