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Israel e EUA divergem sobre a questão iraniana

As declarações do diretor-geral do Ministério da Defesa, Maj. Gen. (res.) Amir Baram, recentemente feitas em um encontro em Israel, destacam as diferenças entre as visões dos EUA e Israel sobre a questão iraniana. Segundo Baram, não devemos julgar as ações atuais dos EUA com instrumentos provinciais, ou seja, olhando apenas para a perspectiva local. Essa forma de pensar é comum em ambos os lados da divisão política israelense, tanto entre os partidários da esquerda quanto da direita, que críticos os planos de ação dos presidentes americanos, seja Trump ou Obama, que muitas vezes não se alinham com os interesses de Israel.

No entanto, Baram, que mantém contato próximo com funcionários americanos seniores e não está sujeito às restrições políticas que afetam a liderança eleita, explica que a mudança de postura dos EUA em relação à Irã não é resultado de fraqueza ou tolice, mas sim de uma abordagem calculada e ponderada no contexto de mudanças globais. Segundo ele, os EUA não estão agindo de forma estúpida, mas sim, estão conduzindo suas ações no Golfo de uma perspectiva completamente diferente.

A questão central, segundo Baram, é que Israel e EUA têm uma ordem de prioridades diferentes. A Irã é considerada uma ameaça existencial para Israel, enquanto para os EUA, é um desafio regional crônico, sendo a China e a região do Indo-Pacífico o desafio principal. Em outras palavras, os EUA estão mais focados em outros assuntos que não a questão iraniana. Além disso, Baram destaca que os EUA odeiam perder uma campanha que já foi vencida, mas que ainda não podem reivindicar a vitória.

Essas declarações de Baram refletem a visão compartilhada por muitos especialistas de que os EUA e Israel têm vencido militarmente, mas que a questão iraniana não está ainda completamente resolvida. A perspectiva de que os EUA reivindicarão a vitória em um momento futuro, talvez após as eleições legislativas, quando os estoques de mísseis e interceptores forem restabelecidos, ou sob outras circunstâncias que Trump considere apropriadas, é um ponto de vista compartilhado por muitos.

A análise de Baram é apoiada por vários fatos. A economia iraniana está prevista para enfrentar tempos difíceis, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, que foi afetada ainda antes da guerra. Além disso, o regime iraniano está internamente desfeito e seu líder, se ele existe, não foi visto em público. Embora a Irã continue a apresentar uma fachada de resistência, a realidade é que a situação é mais complicada do que parece.


📖 Perspectiva Bíblica

“O meu reino não é deste mundo.” (João 18:36)

Fonte original: Iran is down, but not out — Israel Hayom

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