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Israel: Israel's hidden crisis: most Israelis who leave

Num momento em que o solo se abriu sob os pés dos israelenses em outubro de 2023, após anos de guerra, uma tendência surpreendente se estabeleceu. O número de novos olim (imigrantes) começou a crescer, transformando uma grande crise em um ponto de virada para muitos judeus da diáspora que concluíram que, diante do antissemitismo que não era visto em anos, Israel era o lugar mais seguro para eles. É inegável que as histórias desses novos olim são tocantes e que seu zionismo é inspirador. No entanto, a realidade é mais complexa do que isso.

Por trás das histórias de aliyah (migração para Israel) e das fotos de chegada no aeroporto Ben Gurion, está um dado alarmante dos últimos anos: a maioria dos israelenses cuja residência foi encerrada é composta por novos imigrantes. Segundo dados do Instituto Nacional de Seguridade, em 2025, 35.625 israelenses tiveram sua residência encerrada – seja por emigração ou por solicitação proativa para encerrar o status de residência –, de quem aproximadamente 20.000 eram novos olim, o que representa 56% de todos os que deixaram o país. Em 2024, um salto abrupto na emigração foi registrado, com um total de 46.385 israelenses tendo sua residência encerrada, de quem 18.841 eram novos olim – aproximadamente 40% de todos que deixaram o país.

Ainda que possa ser inferido que a situação de segurança teve um impacto na onda de saídas, essa tendência começou desde pelo menos 2022. Nesse ano, um aumento acentuado foi registrado no número de novos imigrantes que deixaram o país dentro de dois anos de fazer aliyah: mais de 18.000 olim deixaram o país em um único ano, e mais de 20.000 em dois anos – figuras que indicam que a maioria dos imigrantes nessa onda deixou o país rapidamente. A tendência piorou em 2023. Embora o número de novos olim que deixaram o país em um ano tenha sido menor, 15.474, o número que deixou o país em dois anos de fazer aliyah pulou para 27.983.

“O desaparecimento dos novos olim é resultado de duas coisas: absorção inadequada e apoio financeiro limitado”, explicou o deputado Gilad Kariv, presidente da Comissão do Knesset sobre Aliyah, Absorção e Assuntos da Diáspora. “O Estado de Israel fornece um pacote de absorção relativamente generoso por seis meses, mas após isso, o apoio dado aos olim é marginal e se concentra na assistência à locação, com ênfase na periferia”.

“E é impossível ignorar o fato de que a maioria dos olim ainda vem de países da Comunidade de Independência e Solidariedade, mas o governo é grandemente hostil a essa onda de aliyah”, acrescentou o deputado. “Quem conhece o custo de vida em Israel e os desafios do mercado de trabalho entende que o pacote de absorção precisa ser ampliado tanto em duração quanto no escopo da assistência à locação – mas para os olim que chegam sem uma base financeira sólida, o apoio disponível hoje não permite uma assistência genuína”, enfatizou.

O deputado Gilad Kariv ressaltou que, se o governo não agir para corrigir essas falhas, a tendência de emigração pode continuar a crescer, afetando os esforços de Israel para atrair mais judeus da diáspora. A situação é complexa e requer uma abordagem cuidadosa e eficaz para garantir que os novos olim sejam bem recebidos e integrados na sociedade israelense.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Israel's hidden crisis: most Israelis who leave are new olim — Israel Hayom

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