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Hamas Busca Estabelecer Modelo Hezbolá no Médio Oriente

A Organização Terrorista Hamas Busca Estabelecer um Modelo Semelhante ao Hezbolá

A Hamas, organização terrorista que controla a Faixa de Gaza, está tentando criar a impressão de que está abandonando o poder, mas na verdade não tem intenção de entregar suas armas ou relaxar seu controle sobre a região. Embora esteja disposta a permitir que uma comissão técnica assuma a responsabilidade por lidar com a crise deixada em Gaza após a guerra, a Hamas se recusa a aceitar a ideia de que apenas uma autoridade deve manter as armas, um princípio fundamental de governança.

Em vez disso, a Hamas está preparada para que a comissão técnica assume a responsabilidade por lidar com a crise, enquanto a própria organização continua a operar sob outro nome: a Comissão de Gestão de Obras. Todos os funcionários também permanecerão em suas posições até que a comissão técnica, afiliada à Autoridade Palestina, assuma o controle. Essa manobra é apenas mais um exemplo da tática da Hamas de criar a ilusão de que está disposta a cooperar, enquanto na verdade continua a construir suas capacidades e a manter o controle sobre a região.

A Hamas está buscando estabelecer um “modelo Hezbolá” em Gaza, caracterizado por uma governança fraca e consumida por dívidas, com a responsabilidade de lidar com a destruição da infraestrutura e responder às necessidades da população. Ao mesmo tempo, a organização terrorista continua a reconstruir suas capacidades e a manter a autoridade para liderar operações terroristas contra Israel, o que pode levar a um renascimento da guerra. É por isso que Israel está insistindo na cláusula de armas do Plano Trump. Sem a implementação dessa cláusula, a entrega de poderes da Hamas à comissão técnica não tem significado, pois esses poderes se limitam principalmente à gestão de infraestrutura e processos de reconstrução.

Com a Hamas e as outras organizações terroristas em Gaza não desarmadas, a comissão técnica se tornará apenas uma entidade para gerenciar reparos e distribuir ajuda humanitária. Em outras palavras, a Gaza será reconstruída sob esse modelo, mas ao mesmo tempo, o contagem regressiva para as próximas rodadas de combates com Israel começará.

Essa não é a primeira vez que a Hamas declara sua disposição de entregar o poder a outra entidade palestina. No passado, a organização declarou que estava preparada para transferir todos os poderes ao governo da Autoridade Palestina de Rami Hamdallah. Isso aconteceu há uma década. Desde então, a Hamas declarou várias vezes durante a guerra que estava preparada para entregar os poderes governantes. Em todas as vezes, a ideia era a mesma: seguir o modelo Hezbolá.

No entanto, a realidade é que vários altos funcionários da Hamas, responsáveis pelas atividades “civis” e terroristas, permanecem em Gaza. Ali al-Amoudi é um dos principais nomes, considerado muito próximo do eixo iraniano. Oficialmente, ele é definido como o vice de Khalil al-Hayya, o chefe do gabinete da Hamas em Gaza, que está fora do país. Na prática, al-Amoudi é o que está liderando a organização em Gaza desde as execuções dos líderes da ala militar: Izz al-Din al-Haddad e Mohammed Odeh. Outro nome importante é Tawfiq Abu Naim, que também foi convocado para servir como membro do gabinete político em Gaza após a maioria de seus membros ter sido executada pelos israelenses.


📖 Perspectiva Bíblica

“E eles não entenderam as palavras que ele lhes disse.” (João 8:43)

Fonte original: Hamas is marketing the Hezbollah model, and not for the first time — Israel Hayom

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