Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, recentemente visitou Washington, capital dos Estados Unidos, em uma reunião que gerou curiosidade e especulações sobre o objetivo da visita. Embora haja relatos contraditórios sobre a reunião, incluindo descrições de uma frieza pública e avaliações positivas, um ponto fundamental permanece escondido: qual é o verdadeiro propósito da visita de Netanyahu?
Em janeiro, o objetivo da visita de Netanyahu foi avançar o que mais tarde seria conhecido como Operação “Leão Rugiente”. Um ano antes, o objetivo era bloquear negociações de reféns problemáticas e a possível ação dos bombardeiros americanos contra a fábrica de urânio enriquecido de Fordow. Mas agora, o que está em jogo? Israel está interessado em renovação da guerra a qualquer custo? A resposta não está clara. O ministro Bezalel Smotrich chegou a declarar, em entrevistas ao apresentador Tucker Carlson e ao ativista político Nick Fuentes, que a situação atual é, na verdade, a melhor para Israel.
David Makovsky, um comentarista e especialista que conhece bem ambos os lados do Atlântico, ofereceu uma explicação plausível para a visita de Netanyahu, que também ajuda a entender por que não houve câmeras na reunião, mas sim uma fileira de altos funcionários americanos. De acordo com Makovsky, Netanyahu não veio à Casa Branca para convencer o presidente Donald Trump a abandonar sua preferência por negociações diplomáticas com o Irã em favor de uma ação militar renovada. Em vez disso, Netanyahu está apostando no fato de que a Guarda Revolucionária Iraniana e outros ideólogos em Teerã eventualmente irão além e sabotarão o caminho diplomático. Isso permitiria a Netanyahu se concentrar em planos de contingência no momento em que Trump conclui que o Irã tornou impossível implementar o plano original, seja por meio de pressão econômica renovada ou, se necessário, ação militar.
Essa é uma abordagem muito diferente daquela de simplesmente exigir que Trump abandone o plano original desde o início. Netanyahu sabia que não teria tempo de conversa individual com Trump e, por isso, estaria especialmente cuidadoso, sabendo que cada palavra dele seria examinada de perto em uma reunião mais ampla. Com as informações filtradas para a imprensa americana que saíram da famosa reunião de 11 de fevereiro, Netanyahu provavelmente assume que isso irá acontecer novamente. Nesta ocasião, ele quer garantir que ninguém possa acusá-lo de pressionar os EUA a voltar à guerra.
A questão da ameaça de drones é um exemplo significativo disso. Recentemente, o chefe do Estado-Maior do Exército de Israel foi questionado sobre quando Israel eliminaria essa ameaça, e ele respondeu que isso aconteceria mais ou menos quando Israel eliminasse a ameaça de mísseis ou tanques. A Chefe do Serviço de Segurança de Israel, Zini, também compara a chegada dos drones na batalha ao surgimento dos tanques na Primeira Guerra Mundial – uma arma que esteve presente em todas as campanhas subsequentes. Há um fio comum que une esses eventos: a guerra contra o terror e as ameaças à segurança nacional de Israel não desaparecerão facilmente.
📖 Perspectiva Bíblica
“A verdadeira sabedoria vem de Deus” (Provérbios 2:6)
Fonte original: The real reason for Netanyahu's trip to Washington — Israel Hayom
