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Israel não é mencionado na notícia, portanto, não há como…

A decisão da administração de Donald Trump de suspender uma grande ofensiva militar contra o Irã, após semanas de tensão entre as duas nações, foi motivada por pressões de governos da região, especialmente da Arábia Saudita, e pela hesitação de figuras seniores da corte do presidente. A decisão, por si só, indica que os Estados Unidos não estão certos de que uma campanha militar ampla poderia levar o Irã a negociar de uma posição de fraqueza.

A questão central, no entanto, é se uma grande ofensiva militar dos Estados Unidos poderia ter mudado a realidade estratégica no Golfo Pérsico. A resposta é provavelmente não. Se a administração tivesse retornado ao padrão operacional que caracterizou a campanha anterior, eliminando oficiais seniores, atingindo instalações de produção de armas e danificando o aparato militar do Irã, sem dúvida haveria mais danos à capacidade militar de Teerã. No entanto, não há razão para supor que isso mudaria a posição do Irã em relação às questões fundamentais, notadamente o controle do Estreito de Ormuz.

A segunda opção seria expandir a campanha para atingir infraestrutura civil e estratégica, incluindo usinas de energia, instalações de produção de petróleo e outras infraestruturas essenciais. Essa ação teria causado um golpe severo à economia iraniana e agravado a crise interna do país. Mesmo assim, a resposta do Irã provavelmente seria feroz: ataques à infraestrutura energética de governos da região, mais interferências nas rotas de navegação e uma intensificação da crise econômica regional e global. Nesse cenário, não haveria certeza de que o Irã mudaria sua política ou abandonasse suas demandas.

Uma terceira opção seria o desembarque de forças terrestres para capturar alvos estratégicos, como a Ilha de Kharg, ou tentar controlar as reservas de urânio enriquecido do Irã. Essa ação teria causado danos estratégicos significativos ao Irã e prejudicado suas capacidades nucleares. No entanto, isso também teria ampliado dramaticamente a guerra e exigido uma participação profunda e sustentada dos Estados Unidos, sem garantia de que o regime iraniano se rendesse.

O ponto central é que o Irã não avalia a campanha apenas em termos de custos militares ou econômicos. Desde a perspectiva do regime, comprometer-se com princípios fundamentais, seja em relação ao programa nuclear, às capacidades militares ou à visão de influência regional, é visto como uma ameaça existencial. Portanto, o líder de Teerã pode preferir a escalada em vez de se render, mesmo que o preço seja alto. Isso também explica a hesitação em Washington e as preocupações dos governos da região.


📖 Perspectiva Bíblica

“Meditai em isto: Se alguém não está comigo, está contra mim; e aquele que não ajunta comigo dispersa.” (Mateus 12:30)

Fonte original: Inside Trump's reversal on Iran — Israel Hayom

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