Accessibility Tools

Israel Anuncia Matança em 7 de Outubro

Dalia Ziada, uma ativista egípcia de 44 anos, abandonou seu país de origem em apenas cinco horas, deixando para trás sua vida inteira e todas as pessoas que ela conhecia. Ela foi forçada a fugir após a matança de 7 de outubro, quando sua vida estava em perigo devido a suas declarações públicas em apoio ao Estado de Israel. Dalia é uma mulher de origem muçulmana, nascida e criada no Egito, e sua família é conhecida por sua liberalidade e abertura de mente. Seu pai, que faleceu quando ela tinha 19 anos, era um sufista, uma tradição mais espiritual e moderada dentro do Islã. Ele a influenciou a desenvolver uma visão do mundo aberta e tolerante.

Após a morte do pai, Dalia começou a usar o hijab, não como uma decisão puramente religiosa, mas como uma resposta à pressão social e à necessidade de sua mãe proteger as duas irmãs adolescentes. No entanto, o uso do véu se tornou um foco de uma crise interna não resolvida. Dalia estudou relações internacionais na Fletcher School of Law and Diplomacy da Universidade Tufts, em Massachusetts, e dedicou sua carreira a pesquisar geopolítica do Oriente Médio, promover a democracia e trabalhar pela paz regional. Para ela, a paz não era apenas um acordo entre Israel e o mundo árabe, mas sim a paz entre todas as frações do Oriente Médio.

Dalia sempre foi uma crítica feroz do Irmão Muçulmano e um defensor incondicional do direito de Israel existir. Ela sabia que suas declarações públicas a colocavam em perigo, mas nunca imaginou que estaria diante de uma situação tão grave. Após a matança de 7 de outubro, as coisas se tornaram ainda mais perigosas. “Eles estavam usando um versículo do Alcorão para justificar meu assassinato”, diz ela. “Um grupo local em meu bairro foi à casa da minha família procurando por mim. Graças a Deus, eu não estava lá naquela noite”. Além disso, advogados ligados ao governo egípcio começaram a processá-la por crimes graves. “Essas duas coisas me fizeram sentir presa”, diz ela. “Eu poderia ter acabado presa esperando para ser executada por acusações de traição, ou ser imediatamente morta por alguns salafistas. E então o governo viria e dizia, ‘Ah, não é problema’, e era isso”. A situação se tornou um verdadeiro dilema: ou ela corria o risco de ser presa e executada, ou era morta por extremistas, ou então o governo viria e dizia que não era problema.

Dalia sabe que seu apoio a Israel foi o gatilho para essa situação. Ela declarou publicamente que o Hamas é uma organização terrorista e que Israel, como qualquer outro país, tem o direito de se defender. No entanto, essa foi apenas a ponta do iceberg. A situação se tornou ainda mais perigosa quando ela se recusou a se calar. “Eu não acredito que as pessoas não vejam como o Hamas é uma organização terrorista”, diz ela. “Eu não acredito que elas não vejam como Israel tem o direito de se defender”. Dalia sabe que sua situação é um reflexo de uma sociedade egípcia que está cada vez mais polarizada. “Para ser uma boa árabe e uma boa muçulmana, parte disso é odiar os judeus”, diz ela, referindo-se à ideia de que o ódio ao Estado de Israel é uma parte integrante da identidade árabe e muçulmana.

Dalia agora se encontra em um país desconhecido, sem saber o que o futuro reserva. Ela sabe que sua vida nunca mais será a mesma, mas está determinada a continuar lutando pela democracia e pela paz no Oriente Médio. “Eu serei uma voz para as pessoas que não têm voz”, diz ela. “Eu serei uma voz para as pessoas que estão sendo silenciadas”. Dalia Ziada é uma mulher corajosa que não tem medo de falar a verdade, mesmo diante da opressão e da violência. Ela é um exemplo de que a liberdade de expressão e a defesa da democracia são fundamentais para a construção de uma sociedade justa e pacífica.


📖 Perspectiva Bíblica

“Se você me ama, cumpra o que eu lhe mando…” (João 14:15)

Fonte original: She lost everything after supporting Israel: 'To be a good Arab and a good Muslim, part of it is to hate the Jews' — Israel Hayom

© 2025 IsraelAgency.com.br. Todos os direitos reservados.