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Israel alerta sobre “decepção estratégica” com o Hamas

Durante uma reunião do gabinete israelense, o chefe do Shin Bet, David Zini, alertou os ministros sobre o que considera uma “decepção estratégica” acordada com o Hamas. Isso ocorre em um contexto onde o governo israelense está sendo pressionado a aceitar um documento de 15 pontos que visa estabelecer um processo de desarmamento até a criação de um estado palestino. No entanto, os ministros não estão convencidos e questionam a intenção verdadeira do Hamas em abandonar sua visão de destruir Israel.

Segundo o general Ofir Mizrahi Rosen, da divisão de pesquisa do Military Intelligence, o Hamas concordou em aceitar o documento, mas não abandonou sua ideia de destruir o Estado judeu. Além disso, ele alertou sobre a possibilidade de internacionalização do conflito, a entrada de forças estrangeiras próximas às comunidades israelenses e a inclusão de Qatar e Turquia na mecanismo de ativação da força multinacional. A convergência da iniciativa americana em Gaza com o processo paralelo em andamento na Autoridade Palestina também é vista como um risco.

Zini reiterou a posição do Shin Bet, afirmando que o evento de assinatura do Hamas é uma “decepção estratégica” que visa comprar tempo e evitar que Israel retorne a operar em Gaza antes das eleições. Ele também enfatizou que o Hamas vê o documento como uma grande vitória diplomática sobre Israel. Diante dessas advertências, o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, esclareceu que Israel enviou emendas ao documento para os EUA após uma reunião entre as partes. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também reiterou a grande diferença entre as compreensões alcançadas em 2025 e o documento atual.

Entre os ministros, há uma corrente de opinião que defende a retomada da atividade militar em Gaza, como defendido pelo ministro Zeev Elkin. “Se Israel não realizar atividade ofensiva por duas semanas, significa que aceitou o documento e entrou no processo”, disse ele. Além disso, os ministros Orit Strock, Bezalel Smotrich e Avi Dichter reiteraram a necessidade de Netanyahu anunciar formalmente a oposição do governo à implementação do documento. Smotrich também alertou que o primeiro-ministro não pode simplesmente “navegar” pelo problema, já que há um documento oficial envolvido.

A pressão sobre Israel para entrar no processo é enorme, especialmente após a submissão de emendas ao documento. Segundo o NSC, há uma grande pressão internacional para que Israel entre em um período de 14 dias, retorne à “linha amarela” e evite ações de eliminação de alvos. A situação é considerada delicada, e os ministros israelenses estão questionando a intenção verdadeira do Hamas em abandonar sua visão de destruição do Estado judeu.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não confiam na mentira; todos que se apiam por ela perecerão” (Oseias 10:13)

Fonte original: Shin Bet chief warns cabinet: Hamas agreement is strategic deception — Israel Hayom

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