A Fobia Oculta da Escalada: Como a Inação da Oeste Pode Encorajar a Agressão
Por anos, o Ocidente tem agido como se tivesse a liberdade de decidir quais guerras lhe interessavam. A Ucrânia é um problema europeu, o Irã é um problema de Israel, os Houtis são um problema do Oriente Médio. Os soldados russos na Moldávia estão em um conflito congelado, os mísseis sobre o Mar Vermelho são um problema de navegação. Essa lógica funciona até que as consequências cheguem às suas portas. A Rússia e o Irã são regimes diferentes lutando batalhas diferentes, mas ambos aprenderam a mesma lição: o Ocidente pode ser mais forte, mas a força não significa nada quando seus adversários acreditam que você não está disposto a usá-la.
Os capitais de Washington e de outros países europeus frequentemente têm medo de escalada mais do que seus inimigos. A contenção pode prevenir guerras, mas quando se torna previsível, deixa de ser contenção e começa a parecer fraqueza. Essa fraqueza convida a agressão desses regimes. A Ucrânia e Israel estão na linha de frente desse problema, mas os Estados Unidos não são apenas um ator indiferente. A Rússia busca derrubar o ordenamento de segurança que os EUA e seus aliados construíram na Europa. O Irã passou décadas tentando enfraquecer a influência americana no Oriente Médio enquanto construía a infraestrutura militar para ameaçar Israel, as forças dos EUA e os parceiros regionais de Washington.
A invasão da Ucrânia pela Rússia não começou de repente em fevereiro de 2022. A Moscovo passou anos testando até onde a comunidade internacional toleraria a agressão. Os soldados russos permaneceram na região separatista transnistrana da Moldávia após o colapso da URSS. A Rússia foi à guerra com a Geórgia em 2008. Sequestrou a Crimeia em 2014, alimentou a guerra no Donbass e, oito anos depois, lançou sua invasão em grande escala.
Há também um problema histórico mais profundo. A URSS nunca foi submetida a um julgamento comparável ao imposto ao nazismo, apesar do sistema de Gulag, das deportações em massa, das purgas políticas e de décadas de repressão estatal. A Rússia moderna não é a União Soviética e Vladimir Putin não é um comunista. Mas a Moscovo herdou partes do aparelho de segurança soviético, do mundo-olhar imperial e da cultura política. Mesmo que a ideologia da Rússia tenha mudado, muitas das táticas soviéticas sobreviveram. Cada ato de agressão bem-sucedido reforça a mesma lição: tente novamente.
O Irã também está conduzindo sua própria versão desse experimento. O Teerã construiu uma rede de organizações armadas em todo o Oriente Médio enquanto a comunidade internacional tratava cada componente como um problema separado. O Hezbolá era um problema de Israel, os Houtis eram um problema da Iêmen, os milícias xiitas eram um problema da Iraque, o Hamas era parte do conflito israelense-palestino. Mas a estratégia do Irã nunca foi limitada a Israel ou apenas ao Oriente Médio. Os grupos apoiados pelo Irã atacaram forças americanas em toda a região. Os Houtis transformaram um dos principais corredores marítimos do mundo em um terreno de disputa.
📖 Perspectiva Bíblica
“Quem não toma partido com o povo [de Deus], contra o Rei, contra o seu Filho, contra a sua Lei, está contra Deus; e quem está contra Deus, está contra o homem.” (Sofonias 1:8)
Fonte original: The West's fear of escalation only fuels aggression — Israel Hayom
