O governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, rejeitou o plano de paz para a Faixa de Gaza apresentado pelo governo dos EUA. Essa decisão tem causado preocupação entre os diplomatas que trabalham para a Administração Trump, pois ela pode enfraquecer a credibilidade da Administração em relação a sua capacidade de influenciar os eventos no Oriente Médio.
De acordo com fontes diplomáticas, a rejeição do plano de paz pode ter consequências significativas para a estabilidade regional a longo prazo e para a segurança de Israel. Alguns diplomatas, inclusive, afirmam que o presidente Trump é o único que pode influenciar a situação, colocando pressão sobre Netanyahu para reavaliar sua posição. No entanto, a rejeição do plano de paz também pode levar a uma reavaliação das prioridades dos líderes árabes e regionais.
O plano de paz, que foi rejeitado por Netanyahu, previa a retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza em troca da desarmamentação de Hamas. No entanto, o primeiro-ministro israelense afirmou que Israel não aceitaria o plano, pois Hamas não havia se comprometido a desarmar “genuinamente”. Em vez disso, Netanyahu exigiu que Hamas se desarmasse antes de qualquer retirada israelense.
Essa posição pode também questionar a capacidade da Organização para a Paz (que se refere à Administração Trump) de funcionar efetivamente. Alguns diplomatas afirmam que a estratégia da Administração Trump em relação a Israel foi equivocada, pois ela tem levado a demandas maximalistas por parte de Israel, enquanto a Organização para a Paz trabalha para encontrar uma solução para a questão palestina.
Robert Jordan, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita, afirmou que a Organização para a Paz agora se encontra em uma situação difícil. Ela não tem conseguido oferecer uma alternativa viável para a ONU e a situação política de Israel está adicionando dificuldades ao processo.
A Organização para a Paz não quis se manifestar oficialmente sobre a questão, mas um dos seus funcionários afirmou que o trabalho continua em pleno ritmo e com a cooperação de Israel. O funcionário citou a construção de uma área de suporte logístico que servirá a centenas de tropas que se esperam estar presente na Faixa de Gaza como parte da Força de Estabilização Internacional planejada pela Organização.
Já o governo israelense reiterou que a cooperação com a Organização para a Paz continua intacta. O funcionário da Organização afirmou que Israel não está sendo pedida para confiar cegamente ou tomar passos irreversíveis antes que os desenvolvimentos no terreno sejam verificados. Esse é o mesmo enfoque que a Organização para a Paz apresentou publicamente para o processo, que se baseia na implementação monitorada e verificada.
Além disso, a Rádio Pública Israelense, Kan, relatou que a Organização para a Paz havia decidido fornecer US$ 400 milhões a Hamas para “cobrir dívidas” e outras despesas. Essa decisão pode ser vista como uma forma de tentar manter a cooperação com Hamas, apesar da rejeição do plano de paz.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: Diplomats fear Trump is losing influence — Israel Hayom
