O relatório “Strategic Warning 2026 Failure”, divulgado nesta segunda‑feira pelo October Council – grupo de vigilância criado após o 7 de outubro – apresenta um diagnóstico alarmante sobre a prontidão das Forças de Defesa de Israel (IDF). Baseado em milhares de publicações de fontes abertas e em dezenas de entrevistas aprofundadas com combatentes, observadores de campo (principalmente soldadas femininas que monitoram as câmeras da fronteira), coordenadores civis de segurança nas cidades limítrofes e altos funcionários do Ministério da Defesa, o documento aponta que os sinais de alerta que antecederam o ataque de Hamas ainda se repetem, ainda que tenham mudado de forma.
Antes de 7 de outubro de 2023, a estratégia israelense partia da premissa de que o Hamas estava suficientemente dissuadido, sendo possível conter a ameaça por meio de força militar, dissuasão, concessões econômicas e silêncio diplomático. O estudo demonstra que essa concepção já não se sustenta. Hoje, apesar de o Hamas não ser mais descrito como “dissuadido”, o governo continua a gerir o risco por meio de acordos diplomáticos, da “Linha Amarela” de monitoramento, de promessas de desmilitarização futura, da presença de forças internacionais e de mecanismos políticos que ainda não provaram capacidade de desmantelar o grupo terrorista.
A pesquisa revela que, até agosto de 2026, o Hamas permanece armado, recruta novos combatentes, fabrica munições, reconstrói sua rede de governança e mantém a atividade de túneis. As observadoras de campo, em sua maioria mulheres, vêm novamente soando o alarme. Antes do ataque de outubro, elas já haviam notado mudanças no comportamento de Hamas – exercícios de treinamento, aproximações ao muro de segurança e atividades atípicas – mas suas análises foram subestimadas pelos superiores e não se converteram em um alerta sistêmico. Em relatos recentes, as mesmas soldadas descrevem operacionais de Hamas testando a resposta militar, provocando atrasos na aprovação de medidas de segurança e explorando vulnerabilidades da “Linha Amarela”.
Um documento da IDF vazado em agosto registrou 14 violações em apenas 24 horas, das quais 11 foram classificadas como ameaças evolutivas às forças militares. Soldados em contato com o October Council relataram a sensação de que Hamas está conduzindo um “projeto de sondagem” sistemática das fronteiras, analisando protocolos de resposta para calibrar futuros ataques. Apesar de quase três anos de combate intenso, o grupo não foi desmantelado; avaliações de defesa apontam para dezenas de milhares de operacionais, muitos deles recrutas recentes, que continuam produzindo explosivos, restaurando infraestrutura, arrecadando fundos e pagando salários a seus membros.
As implicações são múltiplas. Primeiro, a persistência de uma ameaça capaz de penetrar a “Linha Amarela” coloca em risco a segurança das cidades fronteiriças e pode gerar novos episódios de violência, exigindo uma revisão urgente dos protocolos de vigilância e de resposta rápida. Segundo, a desconsideração das observadoras femininas evidencia falhas de comunicação dentro da cadeia de comando, sugerindo a necessidade de integrar de forma mais efetiva o olhar de
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: IDF silencing female observers again on Gaza threat, watchdog warns — Israel Hayom
