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Israel: US threatens to sever Iran's trade partners fro

Na segunda‑feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou uma nova rodada de sanções destinadas a isolar ainda mais o Irã, segundo noticiou a NBC News. O discurso veio logo após advertências de que o país ocidental se prepara para um “Dia D econômico”, com o objetivo de cortar as rotas de financiamento que sustentam o regime de Teerã. As medidas previstas atingirão empresas multinacionais que operam nos setores de aviação, ouro, criptomoedas, petróleo e transporte marítimo, e deverão ser acompanhadas de um intenso esforço diplomático liderado pelo presidente Donald Trump.

Trump tem mantido contato direto com chefes de Estado ao redor do globo, exigindo que suspendam qualquer vínculo econômico com o Irã. Bessent descreveu a estratégia como um “assalto econômico” que pretende romper todos os “caminhos de dinheiro” que o país usa para se sustentar, até que “Teerã fique isolada”. A abordagem inclui o que o secretário chamou de “diplomacia silenciosa”: alertas discretos a parceiros comerciais sobre as graves consequências de manter relações com o regime. Instituições que facilitarem a lavagem de dinheiro para o Irã serão expulsas permanentemente do sistema financeiro norte‑americano, sem exceções.

Para dar margem de ajuste, foi criado um “período de cura”, durante o qual atores estrangeiros podem encerrar atividades proibidas antes que as sanções sejam aplicadas de forma definitiva. Apesar da gravidade do anúncio, os mercados financeiros não reagiram de forma significativa e o governo dos EUA não divulgou um cronograma exato para a execução das medidas. Historicamente, o embargo americano tem sido direcionado a entidades iranianas ligadas ao desenvolvimento de armamentos e a outras atividades ilícitas, mas Teerã tem driblado as restrições por meio de empresas de fachada e redes de comércio clandestinas.

A iniciativa foi reforçada por um editorial do Financial Times, no qual Bessent afirmou que pretende lançar “a maior ofensiva financeira da história”. No mesmo texto, o secretário alertou que nações que continuarem a negociar com o Irã enfrentarão “devastação econômica paralela”. Entre os alvos das sanções estão os chamados “países secundários” que lucram com o comércio iraniano. A Emirados Árabes Unidos, aliado próximo de Trump, já suspendeu todas as transações com Teerã pouco antes da coletiva, demonstrando a rapidez com que alguns parceiros podem reagir.

Entretanto, o sucesso da campanha dependerá da postura de potências como Rússia, Índia e China, que representam as principais linhas de abastecimento do Irã. Especialistas da Universidade de Leiden apontam que, para países como Rússia ou China, interromper relações comerciais com Teerã seria arriscado, pois poderia comprometer sua credibilidade internacional. Nesse cenário, a capacidade de pressão dos EUA parece limitada, o que pode reduzir a eficácia da estratégia de isolamento.

Para Israel, a escalada de sanções representa um alívio estratégico. Ao cercear os recursos financeiros de Teerã, os Estados Unidos aumentam a pressão sobre o programa nuclear iraniano e reduzem a capacidade de apoio a grupos militantes que atuam contra o Estado judeu. Caso a política americana consiga realmente cortar os fluxos de dinheiro, o Irã pode ver sua influência regional minguir, abrindo espaço para uma maior estabilidade no Oriente Médio e reforçando a aliança entre Washington e Jerusalém. No entanto, se as principais potências não cederem, o esforço americano pode se tornar mais simbólico que efetivo, deixando o Irã ainda capaz de financiar suas atividades por meio de parceiros não ocidentais.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: US threatens to sever Iran's trade partners from dollar — Israel Hayom

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