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Israel: US reiterates Hezbollah terrorist designation, rules

Fontes próximas à administração norte‑americana confirmaram ao jornal libanês Nidaa al‑Watan que a posição dos Estados Unidos sobre o Líbano permanece inalterada: o Hezbollah continua sendo tratado como organização terrorista e não há qualquer proposta de incluí‑lo como parte política nas negociações conduzidas por Washington. A declaração surge após o embaixador Tom Barrack, que também atua como enviado especial dos EUA para a Síria, sugerir que um acordo estável no Líbano exigiria a presença do Irã e do Hezbollah à mesa de negociação. Pouco depois, Barrack recuou, reforçando que a política oficial dos EUA não aceita a participação do grupo militante nos diálogos.

Em paralelo, um alto funcionário do governo libanês informou ao jornal Al Joumhouria que o presidente Joseph Aoun tem buscado apoio internacional para conter os ataques das Forças de Defesa de Israel (IDF) no sul do país e para avançar nas negociações previstas no chamado “acordo‑quadro” firmado entre Israel e Líbano. Segundo o oficial, Aoun coloca suas esperanças sobretudo nos Estados Unidos, pressionando Washington a compelir Israel a cumprir as obrigações assumidas no acordo. “Não há data confirmada para um novo ciclo de negociações diretas em Roma; a bola está nas mãos de Israel”, afirmou, indicando que a falta de cumprimento por parte israelense impede qualquer avanço.

Durante reunião no palácio presidencial de Baabda, o presidente Aoun reiterou que as negociações com Israel são difíceis e lentas, mas preferíveis a um conflito armado. Em discurso ao Conselho Geral dos Maronitas, ele destacou que o objetivo comum dos dois países inclui a libertação do sul libanês, a implantação do exército nas fronteiras, a libertação de prisioneiros, o retorno dos deslocados e a reconstrução das áreas devastadas. Para Aoun, tais metas são inatingíveis por meio da guerra, tornando o diálogo a única alternativa viável.

O presidente também ressaltou que a construção da nação libanesa depende de esforços coletivos, não podendo recair sobre um único líder ou partido. Ele apontou que o governo tem implementado reformas econômicas e financeiras, embora reconheça que a guerra tenha minado as expectativas de crescimento. Além disso, Aoun afirmou que a administração está combatendo a corrupção endêmica, “lutando contra aqueles que recusam aceitar a lógica do Estado”.

As declarações recentes revelam um impasse delicado: enquanto Washington mantém a designação de terrorista ao Hezbollah, impedindo sua participação oficial nas tratativas, o Líbano busca uma solução negociada que inclua garantias de segurança e desenvolvimento. A recusa israelense em cumprir plenamente o acordo‑quadro pode prolongar o bloqueio diplomático e perpetuar a instabilidade no sul do Líbano, ao passo que a pressão americana sobre Israel pode se intensificar caso a comunidade internacional exija maior aderência aos compromissos assumidos. O desenrolar desses eventos terá implicações diretas sobre a segurança regional, a estabilidade econômica do Líbano e a capacidade de Washington de mediar um acordo que satisfaça tanto as aspirações libanesas quanto as preocupações de segurança de Israel.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: US reiterates Hezbollah terrorist designation, rules out role in negotiations — Israel Hayom

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