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Israel: Israel changes targeted-killing policy against Hamas

Nos últimos dias, a prática de lançar pipas e balões a partir da Faixa de Gaza tem ocupado as mesas de segurança de Israel, gerando uma série de avaliações e encontros de alto nível. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, convocaram uma reunião especial no início da semana para tratar do assunto, com a presença do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), tenente‑general Eyal Zamir, e outros oficiais sêniores. A motivação dos palestinos para recorrer a essas “pipas” parece estar ligada a uma profunda frustração diante da taxa elevada de mortes de seus combatentes: a IDF tem eliminado três ou quatro terroristas por dia, o que corresponde a cerca de 20 por semana e aproximadamente 80 por mês.

Ao final do encontro, foi emitida uma declaração indicando que, caso a prática de lançar balões e pipas continuasse – foram contabilizados cerca de dez lançamentos na última semana e meia, incluindo quatro no sábado – as forças israelenses “aumentariam os ataques direcionados contra os responsáveis pelos lançamentos e evacuariam a população das áreas de onde os drones, pipas e balões são lançados”. Na prática, o aviso ainda não precisou ser colocado em execução, pois, após a semana de intensos lançamentos, nenhum outro foi registrado desde segunda‑feira.

Nas discussões a portas fechadas, os oficiais da IDF não descartam a gravidade do fenômeno, mas acreditam que a situação pode ser monitorada de forma eficaz e que a identificação dos responsáveis pelos lançamentos não deve ser excessivamente complexa. Eles argumentam que os operadores das pipas não operam sob sigilo rigoroso, o que facilitaria a localização e neutralização desses indivíduos. Entre os alvos potenciais estão comandantes e operativos do Hamas, bem como participantes do massacre de 7 de outubro de 2023, cujas ações ainda geram repúdio internacional.

O uso das pipas, porém, não se limita a simples demonstrações de força. Há relatos de que, há cerca de duas semanas, o Hamas tentou instalar dispositivos explosivos a partir desses veículos aéreos, um dos quais foi atingido por um tanque israelense. Essa escalada levanta temores de que a organização terrorista possa recorrer a métodos ainda mais perigosos, colocando em risco tanto civis israelenses quanto palestinos.

Em paralelo, há mudanças significativas na política de ataques direcionados. Algumas semanas atrás, a liderança política israelense, em conjunto com o Conselho de Paz – entidade apoiada pelos Estados Unidos – estabeleceu que cada ataque em Gaza exigiria a aprovação do chefe do Estado‑Maior, visando evitar prejuízos às negociações diplomáticas conduzidas pelo Alto Representante do Conselho, Nickolay Mladenov, especialmente durante a visita do emissário americano Jared Kushner. Contudo, após a visita de Kushner e a constatação de que os contatos diplomáticos não geraram avanços concretos, a IDF voltou a uma postura mais agressiva, reduzindo o nível de aprovação necessário para operações em Gaza. Atualmente, o comandante do Comando Sul da IDF já pode autorizar ataques, embora operações de maior sensibilidade ainda dependam da sanção do chefe do Estado‑Maior e, em alguns casos, da liderança política.

Essas alterações revelam um ajuste estratégico: Israel busca equilibrar a pressão militar sobre o Hamas – que tem se mostrado resiliente e criativo em suas táticas – com a necessidade de manter canais diplomáticos que possam, eventualmente, conduzir a um cessar‑fogo duradouro. O aumento da intensidade dos ataques direcionados pode, por um lado, desarticular redes terroristas e reduzir a capacidade de lançamento de pipas e drones; por outro, corre o risco de intensificar o sofrimento civil em Gaza e dificultar ainda mais os esforços de mediação internacional. O cenário futuro dependerá da eficácia das forças israelenses em neutralizar os responsáveis pelas pipas, da resposta do Hamas a uma pressão militar renovada e da capacidade dos diplomatas de retomar negociações que evitem uma escalada ainda maior do conflito.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Israel changes targeted-killing policy against Hamas in Gaza — Israel Hayom

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