O diplomata ocidental que participou da elaboração das sanções contra Teerã afirmou que o colapso do Irã ocorrerá quando o país ficar sem combustível. Essa previsão parece mais iminente do que nunca. O Irã refina cerca de 120 milhões de litros de gasolina por dia, mas consome mais de 135 milhões, gerando um déficit diário de aproximadamente 15 milhões de litros. Até recentemente, a diferença era suprida por importações da China via Estreito de Hormuz e por fornecimento russo, mas a combinação de um bloqueio naval dos EUA, os ataques ucranianos à infraestrutura de refino russa e o fechamento da rota de abastecimento russa pelo Mar Cáspio praticamente zerou essas entradas.
Com a escassez de importações, o governo iraniano recorreu ao racionamento extremo: cada automóvel tem direito a apenas 30 a 50 litros de gasolina por mês, o que equivale a menos de 13 galões. As filas nos postos se tornaram intermináveis e algumas bombas fecharam por falta total de combustível. Esse cenário evidencia o efeito cumulativo das sanções multilaterais, que não apenas limitam a capacidade de produção interna, mas também impedem a reposição externa, colocando o país à beira de uma crise energética sem precedentes.
Paralelamente, o autor da análise critica veementemente a cobertura internacional de conflitos envolvendo Israel. Há dois anos, ao apontar que a grande imprensa mundial alimenta o antissemitismo e a onda anti‑israelense, recebeu a contestação de um jornalista veterano em Israel. O autor respondeu apresentando três casos de notícias absurdas e infundadas divulgadas por grandes veículos dos EUA e do Reino Unido, que se basearam em informações fornecidas por Hamas e seus canais de propaganda. Imagens foram manipuladas ou retiradas de outros contextos, e as narrativas foram construídas de forma a demonizar Israel, sem oferecer espaço para a resposta da unidade de comunicação das Forças de Defesa de Israel.
A crítica se aprofunda com a investigação do jornalista alemão independente Wolfgang Tietze, que denunciou a omissão da mídia global sobre a presença de reféns israelenses no Hospital Al‑Shifa, em Gaza. Tietze reuniu fotos e vídeos que mostram jornalistas palestinos dentro do hospital no dia 7 de outubro de 2023, registrando a chegada de dezenas de reféns. Contudo, esses materiais não foram enviados às redações nem publicados. O pesquisador identificou, nas imagens, 16 veículos e dezenas de reféns, inclusive soldados de vigilância das IDF, Naama Levy e Ori Megidish. Ele questiona o que esses jornalistas sabiam e por que não transmitiram o conteúdo aos seus editores, acusando veementemente jornais como The New York Times e The Washington Post de conhecerem parte das provas visuais e, ainda assim, optarem por silenciá‑las.
Esses episódios revelam um padrão de desinformação que favorece narrativas anti‑israelenses e prejudica a compreensão objetiva dos fatos. Enquanto o Irã se vê encurralado por uma crise de combustível que pode desencadear instabilidade interna, a imprensa internacional parece mais inclinada a perpetuar imagens distorcidas do conflito israelo‑palestino, omitindo evidências que poderiam equilibrar o debate. As consequências são duplas: um regime iraniano cada vez mais vulnerável e um público global desinformado, o que, segundo o autor, alimenta ainda mais o clima de hostilidade contra o Estado de Israel e o povo judeu.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: Iran's moment of collapse looks closer than ever — Israel Hayom
