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Israel cria esponja industrial que elimina óleo rápido

Cientistas da Universidade Ben‑Gurion, em Israel, anunciaram a criação de um “esponja” de escala industrial capaz de absorver e, sobretudo, degradar rapidamente derramamentos de petróleo. O material, desenvolvido a partir de biomassa vegetal, foi enriquecido com nutrientes que atraem microrganismos especializados em consumir hidrocarbonetos, conhecidos como bactérias “oil‑guzzling”. Em testes preliminares, a esponja demonstrou a capacidade de captar até cem vezes o seu próprio peso em óleo ou combustível em questão de segundos, superando em muito os absorventes convencionais, que costumam ser limitados a poucas dezenas de vezes seu peso e exigem processos de remoção e descarte complexos.

O projeto surge em um contexto de crescente preocupação global com os impactos ambientais de acidentes marítimos e terrestres envolvendo petróleo. Incidentes como o vazamento da plataforma Deepwater Horizon, em 2010, e o derramamento do navio Ever Given, que transportava milhões de litros de combustível, reforçaram a necessidade de soluções mais eficazes e sustentáveis. A abordagem israelense combina princípios de bioengenharia e microbiologia ambiental: a estrutura da esponja, feita de fibras vegetais tratadas, cria uma matriz porosa que retém o óleo na superfície, enquanto os nutrientes incorporados – nitrogênio, fósforo e carbono – estimulam o crescimento de bactérias que metabolizam os hidrocarbonetos em compostos menos nocivos, como dióxido de carbono e água.

Além da absorção instantânea, o grande diferencial da tecnologia reside na sua capacidade de “comer” o óleo, reduzindo drasticamente a quantidade de resíduos que precisam ser coletados e processados posteriormente. Isso tem implicações econômicas e logísticas relevantes, já que a remoção tradicional de óleo requer navios de limpeza, boias absorventes descartáveis e, muitas vezes, a incineração de resíduos contaminados. A esponja israelense, ao transformar o contaminante em biomassa bacteriana, abre caminho para um ciclo de limpeza mais circular, onde o material usado pode ser, eventualmente, reaproveitado como fertilizante ou fonte de energia biogás.

Os pesquisadores apontam que a produção em larga escala do absorvente é viável, pois utiliza matéria‑prima abundante e de baixo custo, como resíduos agrícolas e florestais. A adaptação do processo para diferentes ambientes – marinho, costeiro ou industrial – também está em fase de avaliação, com testes em tanques de água salgada que simulam condições oceânicas. A equipe destaca que a eficácia da esponja depende da presença de oxigênio e de temperaturas moderadas, fatores que influenciam a atividade bacteriana; portanto, em águas muito frias ou anóxicas pode ser necessário complementar o tratamento com aeração ou aquecimento.

Do ponto de vista regulatório, a inovação ainda precisa passar por avaliações de segurança ambiental, sobretudo quanto à liberação de microrganismos geneticamente não modificados em ecossistemas sensíveis. Contudo, a maioria das bactérias utilizadas são cepas naturais encontradas em solos contaminados por hidrocarbonetos, o que reduz preocupações sobre impactos inesperados. Autoridades de proteção ambiental de vários países já manifestaram interesse em financiar projetos-piloto, e a própria Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) solicitou informações técnicas para possíveis parcerias.

Se a tecnologia se confirmar em escala comercial, as implicações podem ser amplas. Além de melhorar a resposta a emergências de derramamento, a esponja pode ser empregada em operações de manutenção preventiva em refinarias, plataformas de petróleo e terminais de armazenamento, reduzindo o risco de contaminação antes que ocorram incidentes graves. Também abre perspectivas para a criação de um mercado de “limpeza biológica” de áreas contaminadas, alinhado com políticas de transição verde e de economia circular que muitos governos estão adotando.

Em síntese, a iniciativa israelense representa um avanço significativo ao unir absorção rápida com biodegradação efetiva, oferecendo uma ferramenta potencialmente transformadora para enfrentar um dos maiores desafios ambientais da era dos combustíveis fósseis. A comunidade científica internacional acompanha de perto os próximos passos, que incluirão testes em campo, certificação regulatória e, possivelmente, a implantação comercial em portos estratégicos ao redor do mundo.


📖 Perspectiva Bíblica

“Tu, Senhor, fizeste tudo tão bonito e agradável; o teu trabalho é perfeito.” (Eclesiastes 2:24)

Fonte original: Israeli scientists develop huge sponge to mop up and ‘eat’ oil spills — Times of Israel

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