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Israel prazo final para listas da Knesset nesta terça-feira

A próxima terça‑feira marca o fim do prazo para a entrega das listas de candidatos à Knesset, data que para a maioria dos israelenses se confunde com a rotina de uma campanha já exaustiva. Para os políticos, porém, o momento tem peso quase equivalente ao próprio dia da eleição, pois ainda resta decidir se vão concorrer, sob que sigla e com quais alianças. Enquanto o país se prepara para o Rosh Hashaná, partidos grandes e pequenos enfrentam escolhas estratégicas que podem remodelar o cenário eleitoral.

Um dos temas centrais nas discussões de última hora é a possibilidade de um mega‑acúmulo entre os blocos de mudança liderados por Gadi Eisenkot e pela dupla Bennett‑Lapid. Ambas as lideranças têm estudado a viabilidade de fundir suas listas, criando uma candidatura única que poderia se tornar a força mais legítima na tentativa de montar o próximo governo. Entre os benefícios apontados, destaca‑se a maior probabilidade de superar o limiar eleitoral, o que, segundo o sistema de distribuição de cadeiras Bader‑Ofer, pode gerar assentos adicionais para o bloco caso algum partido não alcance a cota mínima. Além disso, um grande “big‑ticket” poderia energizar o eleitorado, atraindo eleitores indecisos que preferem apoiar a maior coalizão possível.

Entretanto, a união também traz riscos. Uma pesquisa publicada pelo Israel Hayom mostrou que a fusão poderia transferir uma cadeira da Knesset do bloco de Naftali Bennett para o de Benjamin Netanyahu, ao mesmo tempo em que poderia mobilizar eleitores do Likud que pretenderiam permanecer ausentes, mas que poderiam ser convencidos a votar diante da perspectiva de um governo de esquerda. Até o momento não há acordos formais nem definição sobre quem comandaria a lista conjunta, mas os negociadores acreditam que, se decidirem avançar, a aliança poderia ser concluída rapidamente.

No Likud, a corrida por vagas reservadas também se intensifica. Ainda há cinco posições em locais considerados “realistas” que permanecem abertas, e Netanyahu tem sondado possíveis candidatos que possam reforçar a lista. As tentativas ainda não rendem frutos: o ex‑ministro das Finanças Moshe Kahlon recusou o convite, e o leque de nomes capazes de mudar o jogo vem se estreitando. É improvável que Netanyahu deixe essas vagas vazias, já que elas podem servir como alavanca para futuras fusões com partidos de direita.

A existência de um terceiro bloco ainda é incerta. O ex‑embaixador na ONU, Gilad Erdan, desistiu da corrida, deixando Benny Gantz, Yoaz Hendel e Chili Tropper como os principais nomes que ainda tentam articular uma alternativa ao eixo de mudança e ao Likud. No entanto, Tropper parece inclinado a retornar ao bloco de mudança, possivelmente alinhando‑se a Eisenkot. Caso opte por Eisenkot, Hendel provavelmente ficará de fora da aliança, o que pode levá‑lo a reconsiderar sua posição e buscar outras opções.

Em suma, a contagem regressiva para o fechamento das listas revela um cenário de intensas negociações e reconfigurações estratégicas. As decisões de última hora podem determinar não apenas quem aparecerá nas urnas, mas também a capacidade de cada bloco de formar coalizões governamentais viáveis. Um eventual mega‑acúmulo entre Bennett‑Lapid e Eisenkot poderia consolidar a força de mudança, ao passo que o Likud ainda busca reforçar sua lista para evitar perdas de cadeiras e facilitar possíveis acordos de direita. O desenrolar desses movimentos terá implicações diretas na composição do próximo governo e, consequentemente, nas políticas internas e externas de Israel nos próximos anos.


📖 Perspectiva Bíblica

“Todo o tempo há de ser determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Fonte original: Election deadline looms as Israel's political blocs scramble for last-minute alliances — Israel Hayom

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