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Israel alerta riscos de violência judaica na Cisjordânia

Nos últimos meses, o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu recebeu repetidos alertas sobre as graves consequências que poderiam advir dos atos de violência praticados por manifestantes judeus na Cisjordânia, conhecida em Israel como Judeia e Samaria. As forças armadas israelenses advertiram que a acumulação de incidentes – invasões a aldeias palestinas, agressões a civis e destruição de propriedades – poderia desencadear uma resposta palestina e ampliar o ciclo de confrontos, transformando episódios isolados em uma escalada de violência mais ampla. Paralelamente, autoridades diplomáticas alertaram que a continuidade dessas ações poderia minar o apoio de governos aliados e deteriorar a opinião pública internacional a favor de Israel.

Mesmo diante dessas advertências, Netanyahu manteve uma postura de omissão. A situação se agravou quando o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee – reconhecido como um dos mais firmes defensores de Israel em Washington – condenou publicamente os ataques e encaminhou o caso à Casa Branca. Na segunda‑feira seguinte, onze países ocidentais anunciaram sanções severas contra Israel, apresentando a medida como resposta direta ao aumento da violência judaica contra palestinos. O texto da reportagem deixa claro que, embora o governo de Netanyahu seja quem arcará com as sanções e seus juros compostos, o próprio primeiro‑ministro escapará das consequências financeiras.

A crítica central do artigo reside na constatação de que Netanyahu poderia ter evitado a catástrofe diplomática adotando medidas mais enérgicas contra os agitadores judeus. Entre as opções citadas estão: reforçar a repressão policial contra os perpetradores, coordenar uma ação governamental mais eficaz, garantir proteção ampliada aos civis palestinos, frear a expansão de assentamentos e fazendas cuja legalidade é contestada, e conduzir um diálogo mais produtivo com os países ocidentais que consideram a situação “problemática”. Em vez disso, o líder israelense optou por “olhar para o outro lado”, um padrão de comportamento que, segundo o texto, decorre tanto de procrastinação quanto de cálculos políticos internos.

A principal motivação apontada para essa inércia seria o receio de Netanyahu de alienar a base de sua coalição, composta por figuras como o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben‑Gvir e o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, ambos defensores de políticas de direita mais agressivas. Ao ceder às exigências desses parceiros, Netanyahu acabou reforçando a ideia bíblica de que “um povo que habita sozinho” se isola e se torna vulnerável a pressões externas.

Em paralelo, a reportagem traz à tona outro alerta que teria chegado ao primeiro‑ministro pouco antes do ataque de Hamas em 7 de outubro. Segundo fontes, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, teria avisado Netanyahu sobre a iminência de uma grande ofensiva hamasista. Netanyahu negou rapidamente o relato, mas a autora argumenta que a população israelense tem o direito de saber a verdade, sobretudo quase três anos após o maior desastre da história do país.

Recentemente, Netanyahu tem conduzido uma campanha de relações públicas tentando atribuir a responsabilidade do ataque de 7 de outubro ao fato de não ter sido despertado imediatamente antes da ofensiva, sugerindo que, se tivesse sido avisado nas primeiras horas, o desastre poderia ter sido evitado. A análise do texto considera essa defesa frágil, pois, embora o primeiro‑ministro tenha sido acordado às 6h29, sua capacidade de influenciar os acontecimentos naquele curto intervalo era mínima. O verdadeiro problema, segundo a autora, reside nos dias, semanas e meses que antecederam o ataque, período em que as decisões estratégicas e a falta de ação frente aos alertas poderiam ter mitigado, ou até impedido, a catástrofe.

Em suma, o artigo aponta que a postura de Netanyahu – marcada por omissão diante de avisos militares e diplomáticos, e por concessões à ala mais radical de sua coalizão – tem custado caro a Israel tanto em termos de sanções internacionais quanto de credibilidade. A falta de medidas preventivas e a tentativa de transferir a culpa para um momento tardio do ataque de Hamas revelam um padrão de liderança que privilegia considerações políticas internas em detrimento da segurança nacional e das relações exteriores, colocando o país em risco de isolamento e de novas escaladas de violência.


📖 Perspectiva Bíblica

“Mas, porque não quisestes ouvir a minha voz, e não há temor de mim,” (Provérbios 1:24)

Fonte original: Warning after warning, Netanyahu looks the other way — Israel Hayom

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