Yom Kippur, o Dia da Expiação, chega em 2026 (5787 no calendário hebraico) e, como de costume, os judeus de todo o país se preparam para o jejum mais sagrado do ano. O Israel Hayom divulgou os horários exatos de início e término do jejum para as principais cidades israelenses, informação essencial para quem deseja observar a prática religiosa com precisão. Em Jerusalém, a comunidade inicia o jejum às 17h59 e o encerra às 19h14 do dia seguinte, logo após o aparecimento da terceira estrela. Em Tel Aviv, o horário de início é um pouco mais tardio, às 18h18, e o término ocorre às 19h16, também após o crepúsculo. No norte, Haifa começa a abstinência às 18h10 e termina às 19h15, enquanto Safed, conhecida por sua tradição mística centenária, tem o início às 18h08 e o fim exatamente às 19h13. No sul, Be’er Sheva inicia o jejum às 18h20 e o conclui às 19h15, e Eilat, a cidade mais ao sul, começa às 18h09 e encerra às 19h14. Esses horários variam em poucos minutos entre as localidades, mas são decisivos para que o jejum seja cumprido de acordo com a lei judaica, que determina que o início se dê ao pôr‑sol e o término ao surgimento da primeira estrela da noite.
Além da dimensão prática, o texto destaca o profundo sentido espiritual de Yom Kippur. O dia é descrito como um período de retirada do ruído cotidiano e de afastamento das preocupações materiais, permitindo que cada indivíduo se volte para o Criador em busca de perdão e renovação. A tradição judaica associa o jejum a cinco formas de auto‑negação, que visam aproximar o ser humano dos anjos, simbolizados pela vestimenta branca que muitos usam durante as orações. Essa simbologia reforça a ideia de pureza e elevação espiritual.
Do ponto de vista histórico‑teológico, Yom Kippur remete ao episódio do Bezerro de Ouro, quando o povo de Israel recebeu o perdão divino e Moisés trouxe as segundas tábuas da Lei do Monte Sinai. Essa narrativa fixa o dia como um momento de misericórdia divina que se repete a cada geração. O processo de expiação opera em duas frentes: a primeira diz respeito ao relacionamento pessoal com Deus, onde as portas do arrependimento permanecem abertas para quem busca sinceramente o retorno. A segunda, e talvez mais exigente, requer que o indivíduo repare as ofensas cometidas contra outras pessoas; a tradição judaica deixa claro que o perdão divino não cobre danos interpessoais até que o ofensor tenha feito reparação direta.
Apesar da solenidade, Yom Kippur não é encarado como um dia de tristeza, mas sim como uma oportunidade de profunda alegria espiritual. A celebração oferece a cada judeu a chance de limpar a “lousa” dos erros passados, iniciar um novo ciclo com um “código em branco” e alcançar paz interior. Essa perspectiva otimista reforça a identidade coletiva do povo judeu, que vê no jejum não apenas um sacrifício físico, mas um caminho de crescimento pessoal e comunitário.
A divulgação dos horários, portanto, cumpre um papel prático indispensável, mas também reforça a importância de Yom Kippur como um marco de introspecção, perdão e renovação, valores que continuam a sustentar a coesão e a esperança do Estado de Israel e de sua diáspora.
📖 Perspectiva Bíblica
“Mas o jejum que eu escolhi, é este: que soltem as ligaduras da impiedade, desfaçam as cordas do jugo, e deixem ir livres os oprimidos, e rompam todo jugo.” (Isaías 58:6)
Fonte original: Yom Kippur 2026: Fast start, end times across Israel — Israel Hayom
