A atriz galáxia de Hollywood, Gal Gadot, apareceu no programa “Jimmy Kimmel Live!” pouco antes do início do Rosh Hashaná, a celebração judaica que marca o Ano Novo. O momento mais marcante da participação foi a própria Gadot soprando o shofar – o tradicional chifre de carneiro usado nas sinagogas para anunciar a chegada da nova estação espiritual. Ao colocar o instrumento nos lábios, a estrela de “Mulher-Maravilha” demonstrou, de forma simbólica e emotiva, o seu vínculo com as raízes judaicas e com a comunidade que celebra o feriado ao redor do mundo.
Durante a entrevista, Gadot comentou também sobre a gastronomia típica da data, citando o gefilte fish, prato tradicional de peixe moqueado que costuma aparecer nas mesas das famílias judias durante o Rosh Hashaná e outras festas. Ela descreveu o sabor do prato como “confortante” e “cheio de memória”, ressaltando como a comida pode ser um elo entre gerações e uma forma de manter vivas as tradições culturais. A atriz, nascida em Israel e filha de pais imigrantes, tem sido uma voz ativa na promoção da cultura judaica e israelense nos meios de comunicação internacionais, e seu discurso reforçou a importância de preservar esses costumes mesmo quando se está longe da terra natal.
O programa também contou com a presença da banda MUNA como atração musical. Ao final da transmissão, a cantora da banda, Katie Gavin, postou nas redes sociais uma mensagem pedindo “Free Palestine”, distanciando-se da presença de Gadot no episódio. A publicação gerou rapidamente um debate nas plataformas digitais, com seguidores da atriz defendendo sua identidade judaica e israelense, enquanto críticos da política do governo israelense aproveitaram a oportunidade para reiterar suas demandas por direitos palestinos. O episódio ilustra a tensão que frequentemente acompanha figuras públicas de origem israelense ao se envolverem em eventos de grande visibilidade nos Estados Unidos, onde a questão do conflito israelo‑palestino costuma ser altamente polarizada.
A repercussão da participação de Gadot tem implicações tanto culturais quanto políticas. No âmbito cultural, a exibição do shofar em um talk show de grande audiência reforça a normalização da presença judaica na mídia americana, contribuindo para a visibilidade das tradições religiosas e para a compreensão de que o calendário judaico tem relevância global. Para a comunidade judaica nos Estados Unidos, a demonstração da atriz pode ser vista como um ato de afirmação identitária, especialmente num período em que o antissemitismo tem ressurgido em alguns setores da sociedade.
Politicamente, o episódio evidencia como a imagem de Israel e do povo judeu pode ser usada como campo de batalha simbólico nas redes sociais. A reação da banda MUNA demonstra que, mesmo quando o foco da entrevista é cultural e festivo, a narrativa sobre o conflito continua a se infiltrar nos espaços de entretenimento. Esse tipo de controvérsia pode influenciar a forma como celebridades israelenses são convidadas para programas de TV, levando produtores a ponderar sobre possíveis repercussões entre públicos divergentes.
Em síntese, a presença de Gal Gadot no “Jimmy Kimmel Live!” trouxe à tona a celebração do Rosh Hashaná, reforçou a importância das tradições judaicas como o shofar e o gefilte fish, e ao mesmo tempo reacendeu o debate sobre a situação palestina. O episódio demonstra como a cultura e a política se entrelaçam na esfera pública, especialmente quando personalidades de destaque carregam consigo identidades nacionais e religiosas que despertam tanto apoio quanto contestação.
📖 Perspectiva Bíblica
“Então o Senhor disse a Moisés: ‘Fala aos filhos de Israel, dizendo: No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis uma santa convocação; celebrareis a solenidade do shofar, uma lembrança de uma santa convocação’.” (Números 29:1)
Fonte original: Gal Gadot blows shofar on ‘Jimmy Kimmel Live’ before Rosh Hashanah — Times of Israel
