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Israel e Líbano Encerram Estado de Guerra Após Acordo Sec…

Um anexo secreto ao acordo histórico entre Israel e Líbano foi revelado, após a publicação do texto do acordo de quadro entre os dois países, assinado com mediação dos EUA e que declara a aspiração de formalmente encerrar o estado de guerra entre eles. De acordo com a fonte saudita Asharq Bloomberg, o anexo detalha o mecanismo prático destinado a permitir o desarmamento do Hezbolá e das outras organizações armadas não estatais, a restauração do controle do Estado líbano no sul do país e a reativação das forças IDF fora do território líbano, mas apenas de forma gradual, condicionada e verificada. O anexo de segurança é, na prática, a parte operacional do acordo de quadro. Se o acordo em si define o objetivo diplomático de encerrar o conflito, restabelecer a soberania líbana plena e garantir a segurança de Israel, o anexo define como as partes devem avançar em direção a esse objetivo na prática: zonas piloto, a limpeza da infraestrutura terrorista, a verificação por terceiros, a deslocação da Força Armada Libanesa, um mecanismo de coordenação militar indireta entre Israel e Líbano e, finalmente, uma redução gradual da presença das forças IDF com base no desempenho no terreno.

O anexo de segurança detalha os passos a serem adotados para alcançar esses objetivos, começando pela designação e lançamento de uma zona piloto inicial no Setor Sul Litani, por meio de um processo de planejamento militar conjunto entre as partes, utilizando um modelo de quatro etapas. A primeira etapa consiste na limpeza da infraestrutura militar associada às organizações armadas não estatais, incluindo armas, armazéns, túneis e centros de comando, por meio da adoção de medidas legais contra esses grupos. A segunda etapa envolve a verificação da limpeza desses grupos e sua infraestrutura militar por uma entidade terceirizada acordada mutuamente. A terceira etapa consiste na presença de uma força bem qualificada da Força Armada Libanesa que assume e mantém o controle operacional exclusivo, com o objetivo de prevenir a ressurgência de atividade armada não estatal. A quarta e última etapa é a liderança da reconstrução pelo Estado líbano, apoiada por assistência internacional e coordenada através do eixo político.

Essa é a cláusula central que traduz o princípio de desmilitarização em um modelo operacional no terreno. O ponto mais importante é que a retirada israelense não é apresentada como um primeiro passo, mas como um possível resultado de um processo: primeiro a área é limpa da infraestrutura do Hezbolá e de outros grupos armados, em seguida é realizada a verificação externa e apenas depois é deslocada a Força Armada Libanesa como a única força responsável pelo controle operacional. A área ao sul do Litani é a zona nuclear em que o Hezbolá operou contra Israel por anos e serve como base para a exigência israelense de uma verdadeira desmilitarização, não apenas declarações diplomáticas. A cláusula também estabelece que o esforço não se limita apenas aos combatentes, mas também à infraestrutura militar: armas, armazéns, túneis e centros de comando. Em outras palavras, o objetivo não é apenas remover os operadores da área, mas desmantelar sua capacidade militar de retornar e operar ali. A etapa de reconstrução também só ocorre após a limpeza da infraestrutura militar e a verificação externa.


📖 Perspectiva Bíblica

“Vigiai, pois, porque não sabemos em que dia virá o nosso Senhor” (1 Tessalonicenses 5:2).

Fonte original: Secret military annex to Israel-Lebanon agreement revealed — Israel Hayom

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