A fala do vice-presidente americano J.D. Vance na Conferência de Segurança de Munique trouxe à tona preocupações sobre a postura do governo dos EUA em relação a Israel. Embora inicialmente tenha sido considerado um defensor forte de Israel, a mudança de posição de Vance gerou questionamentos sobre as intenções do governo americano. A história mostra que não é a primeira vez que um presidente americano altera drasticamente sua abordagem em relação a Israel. Um exemplo notável é o presidente Richard Nixon, que, após a Guerra do Yom Kippur e o escândalo Watergate, adotou políticas que entraram em conflito com os interesses israelenses.
Para Israel, a lição é clara: é preciso reduzir, o mais possível, sua dependência de segurança em relação aos EUA. A argumentação de Trump de que os EUA e Israel já venceram a guerra contra o Irã é questionável, pois a vitória envolve mais do que infligir danos ao adversário. É preciso que o lado derrotado reconheça sua derrota. A história demonstra a importância desse fator. Após a Primeira Guerra Mundial, muitos alemães não se sentiram derrotados e, a partir disso, surgiu o mito do “punhal nas costas”, que contribuiu para o surgimento do nazismo.
O líder do Irã não reconhece sua derrota, ao contrário, descreve sua sobrevivência como um grande feito e continua a enfatizar sua capacidade de resistir às pressões tanto de Israel quanto dos EUA. Outra argumentação de Trump é de que, sem a intervenção americana, Israel teria enfrentado uma ameaça existencial. Dessa afirmação segue-se, implicitamente, a expectativa de que Israel se alinhe às demandas de Washington. Israel deve agradecer aos EUA por sua contribuição para debilitar o programa nuclear do Irã e por sua assistência de segurança extensa ao longo de muitos anos. No entanto, a afirmação de que a sobrevivência de Israel depende inteiramente da ação americana não reflete a realidade.
Mesmo se a extensão completa das capacidades estratégicas de Israel permanecer desconhecida, é evidente que o líder do Irã atribui grande peso a elas. A combinação de uma dissuasão estratégica credível e capacidades de defesa antimíssil sofisticadas é, com todo respeito, o que fundamentalmente garante a segurança de Israel. Por fim, a afirmação de que a administração de Trump é o último amigo remanescente de Israel na arena internacional não resiste a uma análise mais profunda. Hoje em dia, a posição internacional de Israel é, sem dúvida, mais forte do que em qualquer momento anterior de sua história. A construção em curso na Judeia e Samaria, com oposição internacional relativamente limitada, é apenas uma indicação da atual posição internacional de Israel. Além disso, durante o conflito atual, Israel conseguiu alcançar a maioria de seus objetivos estratégicos, apesar da oposição intensa em todo o mundo.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque não vos preocupeis com o que vos comerá nem com o que vos vestirá; não é a vida a vida, nem o corpo o corpo, mas a alma a alma, e a mulher a mulher, o homem por causa da mulher; pois está escrito: ‘Por amor de mulher, o homem é traído.'” (Mateus 19:21)
Fonte original: This should be Israel's answer to Trump's reversal — Israel Hayom
