A investigação da célula de inteligência de código aberto “Behind the Scenes OSINT” revelou que a Autoridade Palestina (AP) vem acumulando um arsenal considerável, indicando preparação para um conflito de grandes proporções. Entre os materiais identificados estão lançadores de RPG‑7, armas anti‑tanque e um número expressivo de metralhadoras pesadas PKM calibre 7,62 mm, utilizadas em exercícios e desfiles militares em Jericó. Além disso, rifles padrão M16, M4 e AK‑47 foram convertidos em fuzis de precisão com miras telescópicas, ampliando a capacidade de tiro a longa distância. Relatos de imagens mostram veículos blindados e grandes quantidades de explosivos, em flagrante violação dos Acordos de Oslo, que proíbem a fabricação ou posse de material explosivo ofensivo por parte das forças palestinas.
A força policial palestina, oficialmente composta por cerca de 60 mil agentes, tem funcionado como um pequeno exército, equipado com armamento avançado e blindados. A academia de polícia e o centro de treinamento de Jericó revisaram seus currículos para atender a padrões de infantaria de combate, incorporando técnicas de invasão de ambientes protegidos, táticas de guerra urbana e estudos detalhados sobre os sistemas de defesa de comunidades e bases militares israelenses. Os cursos agora incluem instruções específicas para romper barreiras de segurança, o que demonstra uma mudança de doutrina que pode representar uma ameaça estratégica significativa para Israel.
A radicalização dos efetivos de base tem avançado rapidamente. Operacionais que concluíram treinamentos em países como Paquistão e Rússia passaram a empregar retórica jihadista, chegando a proclamar a destruição do muro israelense. Dados de 2024 apontam que cerca de 78 policiais e comandantes da AP participaram diretamente de ataques terroristas contra civis israelenses nos últimos três anos, evidenciando um fluxo direto de conhecimento militar e armamento estatal para ações de violência. O coronel‑residente Maurice Hirsch, do Jerusalem Center for Security and Foreign Affairs, destacou que a AP já não tenta esconder sua transformação em força militar de fato; ao contrário, celebra publicamente a criação da “Comissão Geral de Treinamento Militar (GMTC)” em transmissões oficiais.
Os exercícios mais recentes envolveram marchas de longa distância e simulações de interceptação de veículos, nos quais os soldados palestinos praticaram a retirada forçada de ocupantes de carros, lembrando a tática de sequestro exibida em 7 de outubro. Essa preparação indica que a AP está se estruturando não apenas para confrontos convencionais, mas também para ações de tomada de reféns e ataques coordenados contra alvos civis e militares.
As implicações para a segurança israelense são profundas. Um exército clandestino bem equipado e treinado nas proximidades das fronteiras pode elevar o risco de escaladas violentas, obrigando Israel a reforçar sua vigilância, a reconsiderar a cooperação de segurança com a AP e a buscar apoio diplomático para conter a militarização palestina. Enquanto a liderança palestina mantém, em teoria, a coordenação de segurança, a crescente autonomia e o discurso beligerante dos rangos inferiores sugerem que a estabilidade na região está cada vez mais ameaçada, exigindo respostas rápidas e firmes por parte de Israel e de seus aliados internacionais.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: Israel's next front? The PA's covert buildup of a 60000-strong army — Israel Hayom
