A publicação inédita no Israel Hayom trouxe à luz o ponto de partida de todas as ordens operacionais do Exército de Defesa de Israel (IDF) desde o ataque do Hamas em 7 de outubro. Esse evento marcou o início de uma cadeia de conflitos que se estendeu ao longo de quase dois anos, abrangendo a guerra em Gaza, a escalada no Líbano, as tensões com o Irã, os bombardeios a alvos sírios e a eliminação sistemática de líderes terroristas em múltiplas frentes. Por isso, não surpreende que a única ordem ainda vigente seja a original “Espadas de Ferro”, emitida pelo Diretório de Operações do IDF às 12h06 do mesmo dia. Todas as demais ordens continham datas de início e término; a guerra em Gaza, porém, nunca chegou a um ponto de encerramento formal.
A ordem de 12h06 descreve, de forma concisa, o cenário que se apresentava: o Hamas havia lançado um ataque coordenado, com incursões terrestres e aéreas em diversas comunidades israelenses, acompanhado por um intenso bombardeio de milhares de foguetes. Havia ainda o temor de que soldados tivessem sido sequestrados nas proximidades da cerca de fronteira. Embora o alcance total da incursão e os danos, inclusive os sequestros, ainda não fossem plenamente conhecidos, o IDF já começava a estruturar sua resposta. A mensagem deixava claro que Israel estava em guerra na Faixa de Gaza e se preparava para possíveis desdobramentos em outros teatros, especialmente com o Hezbollah no Líbano, ainda que o grupo não fosse citado explicitamente.
Com base nessa avaliação, o exército elevou o nível de alerta, passou de rotina para estado de emergência e iniciou a convocação de reservistas. O objetivo estratégico, conforme a ordem, era garantir a defesa nacional, estabelecer controle operacional nas fronteiras e reforçar a segurança interna. O documento também apontava a necessidade de impedir novos avanços inimigos, atacar organizações terroristas em Gaza, criar condições para uma campanha mais ampla na região, manter uma postura defensiva robusta, evitar escalada em outras frentes e preparar o país para uma guerra de múltiplas linhas.
Desde então, o Diretório de Operações tem emitido ordens diariamente, às vezes várias vezes ao dia, totalizando milhares de diretrizes. Algumas delas são de alcance amplo e de duração indefinida. Um exemplo recente ocorreu às 19h30 de 17 de setembro de 2024, quando o front norte foi declarado o principal teatro de operações, enquanto o sul passou a ser considerado secundário, embora as ofensivas continuem em ambas as frentes. Essa ordem, como as anteriores, remete ao ataque de 7 de outubro, marcando o dia D+345 e indicando que os objetivos da guerra foram atualizados para incluir o retorno seguro dos residentes do norte às suas casas.
A revelação dessas ordens oferece uma visão detalhada da lógica estratégica do IDF, mostrando como cada decisão está interligada ao evento catalisador de 7 de outubro. Essa transparência permite compreender a amplitude da mobilização militar israelense, que passou de uma resposta imediata a um conflito prolongado e multifacetado. As implicações são múltiplas: reforçam a percepção de que Israel está preparado para conduzir uma guerra em várias frentes simultaneamente, sinalizam a intenção de manter pressão constante sobre o Hamas e seus aliados, e indicam que a política de segurança nacional está estruturada para adaptar-se a mudanças no terreno, como a necessidade de proteger civis do norte. Ao mesmo tempo, a permanência da ordem “Espadas de Ferro” evidencia que, para o Estado judeu, o conflito ainda não tem data de término, mantendo a população e as forças armadas em estado de prontidão permanente.
📖 Perspectiva Bíblica
“Bendito seja o Senhor, a minha rocha, que adestra as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha.” (Salmos 144:1)
Fonte original: IDF operational orders for every campaign revealed — Israel Hayom
