Uma mudança de paradigma está ocorrendo nos Estados Unidos, onde os candidatos a cargos políticos democráticos estão começando a se preocupar em não serem considerados “demais” pró-Israel. Isso é um reflexo do crescente clima de hostilidade em relação à nação judaica, particularmente em meio à crescente influência do movimento de boicote, desinvestimento e sanções (BDS) contra Israel.
A mudança começou a ser percebida após a eleição de 2020, quando o candidato democrata Marc Lamont Hill foi criticado por seus antigos aliados por ter comparecido a um evento em que o BDS foi defendido. No entanto, foi a eleição de 2022 que mostrou claramente a direção em que o vento está soprando. Nesse ano, dois candidatos democratas, Lander e Avila Chevalier, buscaram transformar o apoio de seus opositores a Israel em um fracasso moral definitivo.
Essa mudança de percepção é um reflexo do crescimento do movimento BDS nos Estados Unidos. O movimento, que defende a ideia de que Israel é um Estado racista e que deve ser boicotado, desinvestido e sanionado, tem ganhado força nos últimos anos. Além disso, a crescente influência de figuras como Noam Chomsky, que defendem a ideia de que Israel é um Estado colonialista, também tem contribuído para essa mudança de percepção.
A preocupação dos candidatos democráticos em não serem considerados “demais” pró-Israel é um reflexo da crescente polarização em torno da questão israelense nos Estados Unidos. Enquanto alguns veem Israel como um aliado importante dos EUA, outros o veem como um Estado opressor que merece ser punido. Esse clima de hostilidade é um desafio para os candidatos democráticos, que precisam equilibrar sua posição em relação a Israel com a necessidade de atrair votos de eleitores que são cada vez mais hostis à nação judaica.
A mudança de percepção em relação a Israel também é refletida em outras áreas. Em 2020, a ONU aprovou uma resolução que condenava a política de ocupação de Israel na Cisjordânia. Além disso, vários países, incluindo a França e o Reino Unido, têm aumentado sua pressão sobre Israel para que aceite uma solução de dois Estados.
No entanto, é importante lembrar que a maioria dos Estados Unidos ainda apoia Israel. De acordo com um levantamento realizado em 2022, 63% dos americanos acreditam que Israel é um aliado importante dos EUA. Além disso, muitos democratas ainda mantêm uma posição pró-Israel, embora alguns tenham começado a se afastar da posição oficial do partido.
Em resumo, a mudança de percepção em relação a Israel nos Estados Unidos é um reflexo do crescente clima de hostilidade em relação à nação judaica. A preocupação dos candidatos democráticos em não serem considerados “demais” pró-Israel é um desafio para os partidos políticos e pode ter implicações importantes para a política externa dos EUA no futuro.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não se deixem enganar; nem os malfeitores se deixem enganar. O tempo de julgamento já chegou.” (Mateus 24:4)
Fonte original: The Mamdani effect: Democratic incumbents now have to worry about being too pro-Israel – opinion — Jerusalem Post
