Em Israel, um evento de integração de recrutas ultraortodoxos do exército israelense foi tumultuado por manifestantes haredis, que se revoltaram contra a presença de soldados que haviam se comprometido a servir sob o comando de um ex-general considerado um “traição” pelos manifestantes.
O evento, que visava integrar recrutas ultraortodoxos ao exército, foi realizado em Jerusalém. No entanto, a cerimônia foi interrompida por manifestantes haredis, que se opunham à presença de soldados que haviam se comprometido a servir sob o comando de Gadi Eisenkot, um ex-general que liderou o exército israelense entre 2015 e 2019. Eisenkot é considerado um “traição” pelos manifestantes, que alegam que ele permitiu que soldados ultraortodoxos fossem enviados para a frente de batalha, em vez de serem eximidos do serviço militar.
Os manifestantes haredis, que são conhecidos por sua oposição ao serviço militar obrigatório, se revoltaram contra a presença de Eisenkot e dos soldados que haviam se comprometido a servir sob seu comando. Eles lançaram pedras e objetos contra a polícia, que foi enviada para proteger os recrutas ultraortodoxos e os funcionários do evento. A polícia foi acusada de ser “nazista” pelos manifestantes, que alegam que ela está a serviço dos interesses de Eisenkot e do governo.
Durante o tumulto, um funcionário haredi foi agredido por manifestantes. Ele afirmou que seu kippa (um chapéu tradicional judeu) foi arrancado e que seus pertences foram roubados. A polícia conseguiu protegê-lo e o colocou em um táxi, mas não foi capaz de conter a multidão. O evento foi interrompido e os recrutas ultraortodoxos foram evacuados.
A oposição haredi ao serviço militar obrigatório é uma questão conturbada em Israel. Os ultraortodoxos alegam que o serviço militar é incompatível com as suas crenças religiosas e que eles deveriam ser eximidos do serviço. No entanto, a lei israelense exige que todos os cidadãos sejam submetidos ao serviço militar, com exceção de alguns grupos, como os membros da comunidade drusa e os membros da comunidade beduína.
A situação no evento de integração de recrutas ultraortodoxos é um reflexo da tensão crescente entre os ultraortodoxos e o governo israelense. A oposição haredi ao serviço militar obrigatório é uma questão que divide a sociedade israelense e que tem implicações importantes para a soberania e a estabilidade do país.
📖 Perspectiva Bíblica
“Eles não sabem o que fazem.” (Mateus 7:16)
Fonte original: Ex-general called ‘traitor’ as Haredi demonstrators riot at event for ultra-Orthodox draftees — Times of Israel
