Mais de um ano e meio após se comprometer a prender Netanyahu, o prefeito de Nova York está sendo forçado a lidar com a irrelevância dos tribunais estrangeiros nos EUA.
Em uma declaração que ganhou grande repercussão, o prefeito de Nova York, Eric Adams, havia prometido, em 2022, que a cidade tomaria medidas para prender o então primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, caso ele se apresentasse em território estadunidense. Isso ocorreu após Netanyahu ter sido condenado à prisão por um tribunal de Tel Aviv por um caso de fraude.
A promessa de Adams foi uma clara manifestação de apoio à Justiça israelense, que havia julgado e condenado Netanyahu por corrupção. No entanto, a realidade é que os tribunais estrangeiros não têm jurisdição em território estadunidense, e a prisão de Netanyahu nunca foi uma opção viável.
A declaração de Adams também refletia uma visão mais ampla de Nova York como uma cidade que se compromete em defender os princípios da lei internacional. No entanto, essa visão está sendo testada pela realidade dos fatos. De acordo com relatos, os tribunais estrangeiros não têm poder de jurisdição em território estadunidense, e a prisão de Netanyahu nunca foi uma opção viável.
A questão mais ampla aqui é a relação entre os EUA e a lei internacional. Enquanto os EUA são signatários de vários tratados internacionais, a realidade é que a soberania estadunidense é soberana e não está sujeita à jurisdição de tribunais estrangeiros. Isso é especialmente verdadeiro em casos de prisões, onde a lei estadunidense é clara em que a prisão de um cidadão estadunidense só pode ser feita por autoridades estadunidenses.
A declaração de Adams também levanta questões sobre a relação entre os EUA e Israel. Enquanto os EUA e Israel compartilham uma aliança forte e sólida, a prisão de Netanyahu por um tribunal israelense também reflete a crescente tensão entre os dois países. A questão mais ampla aqui é a relação entre a lei israelense e a lei estadunidense, e como ela afeta a relação entre os dois países.
Em resumo, a declaração de Adams foi uma clara manifestação de apoio à Justiça israelense, mas a realidade é que os tribunais estrangeiros não têm jurisdição em território estadunidense. A questão mais ampla aqui é a relação entre os EUA e a lei internacional, e como ela afeta a relação entre os EUA e Israel.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não julgareis, e não sereis julgados; não condenareis, e não sereis condenados; ou ouviráis, e não condenareis, e o reino dos céus será vosso.” (Mateus 7:1)
Fonte original: Mamdani’s vision of NY as ‘a city of international law’ runs up against reality — Times of Israel
