A política dos Estados Unidos em relação à Irã não indica que um acordo esté imminentemente próximo. Na verdade, o enfoque atual em Washington e na maioria das capitais do Golfo é enfraquecer o regime iraniano por meio econômico até que ele atinja um ponto de ruptura que possa levar ao seu colapso ou neutralizar o poder da Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo um diplomata regional de alto escalão, com conhecimento profundo dos desenvolvimentos atuais na região, todos os lados estão atualmente jogando para o tempo. Os iranianos esperam mais concessões americanas devido à parcial obstrução do Estreito de Ormuz. Já os americanos estão tentando evitar que os preços do petróleo subam e evitar uma escalada excessiva antes das eleições de meio de mandato em novembro. Os estados do Golfo querem evitar ataques a suas instalações estratégicas, pelo menos até que uma rota seja traçada para remover a ameaça iraniana.
Segundo o diplomata, “o dinheiro caiu em casa para todos os líderes da região, até mesmo em Doha”. “O regime iraniano atual não pode ser permitido permanecer no poder enquanto mantém uma força militar ameaçadora”. A única discordância é sobre como chegar lá e em que prazo. Em relação a Israel, o diplomata disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia mantido o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “atrás das cortinas” por enquanto. Isso não significa que Israel esteja inativo, mas sim que está fornecendo apoio logístico e de inteligência. No momento decisivo, Israel poderia potencialmente se juntar à campanha com força militar direta se necessário. As negociações continuam apesar das negativas dos oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica, mas o bloqueio econômico intensifica.
Os contatos entre os Estados Unidos e a Irã estão continuando, tanto por intermédio de intermediários como o Paquistão quanto por comunicação direta entre o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e o embaixador especial de Trump, Steve Witkoff. Fontes diplomáticas disseram que as principais diferenças estão impedindo uma reunião direta nos próximos dias. O Paquistão, no entanto, convidou Araghchi e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, para Islamabad para discutir a questão. Araghchi também está trabalhando com o Omã para chegar a um acordo conjunto para supervisionar o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Apesar da incerteza, dezenas de navios cruzam o estreito todos os dias, transportando uma média de 4 milhões de barris de petróleo. Embora esse volume seja substancialmente menor do que antes da guerra, indica que a Irã está lutando para cumprir as ameaças de fechar a passagem. A Marinha dos Estados Unidos continua a aplicar um bloqueio estrito à Irã em si. Além de um ou dois tanques por dia, o tráfego marítimo para e de portos iranianos quase parou. A Arábia Saudita, preocupada com ataques pelos houthis apoiados pela Irã no Estreito do Bab-el-Mandeb, até foi forçada a rerotear seus tanques em torno…
📖 Perspectiva Bíblica
“Não levanteis a mão contra o rei, nem tendeis juízo contra ninguém em altos lugares. Porque é um juízo de Deus; por ele é que não faltará a recompensa.” (Daniel 6:24)
Fonte original: US plan to tighten the noose around Iran — Israel Hayom
