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Israel em crise de identidade política, perde esquerda

Gadi Taub, historiador e professor da Universidade de Tel Aviv, fez declarações contundentes durante a National Conservatism Conference, realizada em Jerusalém, ao afirmar que Israel está enfrentando uma crise de identidade política que vai além das fronteiras internas. Segundo o acadêmico, o país já “perdeu a esquerda” no Ocidente — referindo‑se ao declínio do apoio de partidos e intelectuais progressistas ocidentais a políticas pró‑Israel — e agora também corre o risco de afastar a direita tradicional, que historicamente tem sido a principal sustentação do Estado judeu. Taub explicou que essa erosão de apoio decorre, em grande parte, da crescente adoção por parte de alguns judeus progressistas de ideologias que ele qualificou como “as mais loucas”, como o antissemitismo velado, o apoio ao movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) e a defesa de narrativas que culpam Israel pelos conflitos no Oriente Médio.

O discurso de Taub foi marcado por uma análise histórica que remonta ao pós‑Segunda Guerra Mundial, quando o apoio ocidental a Israel era quase unânime, especialmente entre os setores de esquerda que viam na criação do Estado judeu um triunfo da autodeterminação nacional. Contudo, nas últimas décadas, o autor aponta que a esquerda ocidental passou a adotar uma postura cada vez mais crítica, associando Israel a políticas de ocupação e a supostos abusos de direitos humanos, sem reconhecer as complexas ameaças de segurança que o país enfrenta. Essa mudança, segundo ele, foi intensificada por movimentos estudantis, organizações não‑governamentais e alguns líderes políticos que, ao invés de propor soluções diplomáticas, optam por campanhas de deslegitimação.

Além da crítica à esquerda, Taub alertou que a direita israelense também está em risco de se afastar dos seus aliados tradicionais. Ele citou a ascensão de figuras políticas que, embora conservadoras, adotam discursos populistas e nacionalistas extremos, o que pode alienar partidos de centro‑direita que historicamente sustentavam coalizões de governo. Essa fragmentação, segundo o historiador, pode levar a uma instabilidade política interna, dificultando a formulação de políticas coerentes de segurança e de paz.

As implicações dessas observações são múltiplas. No âmbito diplomático, a perda de apoio da esquerda ocidental pode resultar em maior pressão nos fóruns internacionais, como a ONU, onde resoluções contra Israel tendem a ganhar mais adeptos. Ao mesmo tempo, a deterioração das relações com a direita tradicional pode enfraquecer a capacidade de Israel de negociar acordos bilaterais com países que ainda mantêm laços estratégicos, como os Estados Unidos. No campo interno, a polarização crescente pode aprofundar divisões entre judeus sionistas e judeus que se identificam como progressistas, gerando tensões dentro da própria comunidade judaica, tanto em Israel quanto na diáspora.

Taub concluiu que a solução passa por um “re‑engajamento” com valores compartilhados, como a defesa da democracia liberal, a segurança nacional e o reconhecimento histórico do direito do povo judeu à autodeterminação. Ele sugeriu que líderes israelenses e representantes da diáspora deveriam buscar pontes de diálogo com setores progressistas, oferecendo argumentos baseados em fatos e na realidade de segurança, ao invés de se limitarem a respostas defensivas. Ao mesmo tempo, alertou que é preciso conter a propagação de ideologias que negam a existência do Estado de Israel ou que promovem a sua deslegitimação, pois isso pode comprometer não apenas a segurança do país, mas também a coesão do povo judeu em nível global.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque a sua boca fala mentira, e a sua língua, engano, e se prostitui o seu coração, e não crê em Deus.” (Jeremias 2:13)

Fonte original: Progressive Jews embracing ‘craziest’ ideologies are ‘no longer our friends,’ Israeli scholar says — Jerusalem Post

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