O deputado Tzvi Sukkot, membro do Knesset e presidente do subcomitê parlamentar que supervisiona a Cisjordânia, compareceu pessoalmente, armado com uma marreta, às aldeias palestinas de Madama e Burin, ao sul de Nablus, na terça‑feira passada. O objetivo foi destruir dois monumentos que homenageavam militantes responsáveis por ataques mortais contra civis e soldados israelenses. As forças da Defesa de Israel (IDF) garantiram a segurança da área antes da ação, e o parlamentar afirmou que o procedimento foi totalmente coordenado com as autoridades militares.
Em Madama, o monumento erguido em memória de Yamen Taieb Ali Faraj foi demolido. Documentos da Suprema Corte israelense apontam Faraj como cúmplice na logística do atentado à junção de Geha, ocorrido em 2023, durante a Segunda Intifada. Naquela explosão, morreram quatro civis – Advah Fisher, Noam Leibowitz, Angelina Shcherov e Rotem Weinberg – e mais de vinte pessoas ficaram feridas. Em Burin, o segundo monumento celebrava Hamdan Hussein Mahmoud al‑Najjar, que, em dezembro de 1988, emboscou e matou o colonizador Yaakov Faraj próximo ao assentamento de Har Bracha, tomando a arma da vítima e disparando contra soldados que chegavam ao local. O soldado Arthur (Alter) Herzig perdeu a vida no confronto, e dois militares ficaram feridos; al‑Najjar foi abatido por fogo de retorno.
Sukkot justificou a intervenção ao dizer que “não podemos permitir que quem matou judeus e soldados do exército seja glorificado como herói para as próximas gerações”. Ele ressaltou que, além da luta contra o terrorismo, é imprescindível impedir que a violência seja legitimada no imaginário público palestino. Segundo o deputado, “muitos judeus pagaram com a vida por causa desses terroristas; não vamos permitir que o assassinato de judeus seja celebrado, nem que a comemoração do terrorismo faça parte do nosso espaço público”.
A ação provocou reação de Gilad Kariv, parlamentar da oposição, que criticou a dupla postura do governo. Kariv apontou que, nas últimas semanas, seus pedidos para coordenar visitas de inspeção à aldeia de Kusra foram recusados sob a alegação de falta de efetivo, enquanto, ao mesmo tempo, o exército teria disponibilizado recursos para escoltar Sukkot até Madama e Burin. O parlamentar acusou o governo de “usar mão de obra para atender a um militante e não para garantir a supervisão parlamentar”, lembrando que o comandante do Comando Central havia alertado recentemente que “basta um fósforo para inflamar a Cisjordânia”.
A destruição dos monumentos tem implicações simbólicas e estratégicas. Por um lado, reforça a mensagem de que o Estado de Israel não tolerará a glorificação de terroristas em territórios ocupados, buscando desestimular a narrativa de martírio que alimenta o recrutamento de novos militantes. Por outro, pode intensificar as tensões locais, gerando ressentimento entre a população palestina que vê nos monumentos um símbolo de resistência. A medida também evidencia a crescente assertividade de alguns membros do Knesset em conduzir ações diretas, o que pode pressionar as autoridades militares a adotarem posturas mais rígidas na administração de espaços públicos na Cisjordânia. O episódio, portanto, reflete a complexa intersecção entre segurança, memória histórica e política de ocupação que continua a moldar o conflito israelense‑palestino.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: MK takes sledgehammer to Palestinian town – smashes terror shrines — Israel Hayom
