Accessibility Tools

Israel: Trump received a warning on Iran fallout – but overr

Poucos dias antes da eclosão do conflito que se iniciou em fevereiro, Donald Trump buscou a avaliação de sua diretora de inteligência, Tulsi Gabbard, no Salão Oval, para decidir se um ataque de grandes proporções contra o Irã seria viável. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o presidente recebeu um panorama alarmante: a comunidade de inteligência americana apontava que a eliminação do líder supremo iraniano poderia, ao contrário do esperado, colocar no poder uma facção ainda mais radical, disposta a acelerar a corrida nuclear. Além disso, o Irã teria a capacidade de fechar rapidamente o Estreito de Hormuz, comprometendo o fluxo de energia mundial e provocando uma crise de abastecimento que afetaria diretamente os aliados ocidentais, inclusive Israel, cuja segurança depende da estabilidade dos mercados de petróleo.

Ao lado de Trump, o primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, participou das discussões, enfatizando que o regime de Teerã encontrava‑se em um ponto de fraqueza sem precedentes. Para Netanyahu, a oportunidade de desmantelar a infraestrutura nuclear iraniana representava um marco histórico que poderia consolidar o legado de Trump como “pacificador global”. Contudo, os avisos sobre as consequências de um golpe foram claros: a provável retaliação militar iraniana contra parceiros do Oriente Médio e tropas americanas, o risco de altas baixas entre as forças armadas dos EUA e o esgotamento dos estoques de munições, que já estavam sob pressão por conflitos prolongados.

Desconsiderando esses alertas, Trump ordenou, em 28 de fevereiro, o início de uma invasão, acompanhada de um apelo direto ao povo iraniano para que derrubasse seus governantes. O presidente prometeu inicialmente que a operação duraria seis semanas, mas, quase meio ano depois, o conflito ainda não tem um desfecho definido. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica mantém o controle total da região e tem disparado contra navios comerciais no Estreito de Hormuz, mantendo a passagem marítima sob constante ameaça. Sob a liderança de Mojtaba Khamenei – sucessor de seu pai, o falecido aiatolá Ali Khamenei – o governo iraniano mostrou-se inflexível, recusando qualquer negociação que inclua limites ao seu programa nuclear.

Diante do impasse, Trump tem considerado declarar vitória apenas com a reabertura do estreito, ainda que não haja acordo nuclear. A estratégia adotada passa por bloqueios econômicos prolongados e sanções financeiras intensas, numa tática de desgaste que, segundo o presidente, levará o regime iraniano à ruína. O custo humano já é significativo: o Pentágono contabiliza 756 soldados americanos feridos, 18 mortos em combate, além de cerca de 3 mil iranianos mortos. O conflito também provocou a escassez de reservas de petróleo, a redução dos arsenais de armas e danos a bases militares dos EUA.

Politicamente, a guerra tem sido um golpe devastador para o Partido Republicano. As pesquisas mostram que a aprovação de Trump atingiu seu nível mais baixo, enquanto as eleições de meio de mandato se aproximam, colocando em risco a maioria republicana no Congresso. Especialistas em segurança nacional, como Eric Brewer, da Nuclear Threat Initiative, apontam que um acordo definitivo que contenha as ambições nucleares do Irã e eleve a imagem de Trump como líder histórico de guerra permanece altamente improvável. Para Israel, o prolongamento do conflito eleva a ansiedade estratégica, pois um Irã fortalecido ou ainda mais agressivo poderia representar uma ameaça direta à segurança regional, reforçando a necessidade de cooperação estreita entre Washington e Jerusalém na busca de soluções diplomáticas que evitem uma escalada ainda maior.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Trump received a warning on Iran fallout – but overruled his generals — Israel Hayom

© 2025 IsraelAgency.com.br. Todos os direitos reservados.