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Israel: 'Human dignity is indivisible': Dominican

No último dia 24 de junho, durante o sexto Fórum Latino‑Americano contra o Antissemitismo, realizado em Santo Domingo, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, anunciou a adoção oficial da “Working Definition of Antisemitism” da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA). A medida transforma o país caribenho no sétimo da região a incorporar o referencial, juntando‑se a Uruguai, Panamá, Guatemala, Costa Rica, Colômbia e Argentina, e reforça um esforço coletivo para padronizar a identificação e o combate ao ódio contra judeus.

A declaração foi feita perante centenas de ativistas da sociedade civil, líderes religiosos, representantes de organizações judaicas e autoridades nacionais que participaram do jantar de gala do encontro. Abinader ressaltou que o antissemitismo não se trata apenas de uma questão que afeta a comunidade judaica, mas de uma ameaça à convivência democrática e aos direitos fundamentais de toda a população. “Rejeitar o antissemitismo não significa tomar partido em relação a um governo ou conflito específico; significa afirmar que nenhum desacordo político pode justificar o ódio, a discriminação ou a violência contra indivíduos ou coletivos”, afirmou o presidente.

Ao instruir o Ministério das Relações Exteriores a formalizar a adoção da definição da IHRA, Abinader destacou que o novo marco legal permitirá ao Estado identificar as diversas manifestações do antissemitismo, ao mesmo tempo em que preserva a liberdade de expressão e demais garantias constitucionais. O governo também anunciou um aporte de 50 milhões de pesos para a construção de um novo complexo que abrigará o Museu Judaico de Sosúa, localizado na costa norte do país, sinalizando um investimento concreto na preservação da memória do Holocausto e na valorização da cultura judaica dominicana.

O embaixador Yehuda Kaploun, enviado especial dos Estados Unidos para monitorar e combater o antissemitismo, elogiou a iniciativa como um “momento histórico”. Em seu discurso, o rabino‑embaixador sublinhou que não há espaço para concessões diante do antissemitismo e citou ações norte‑americanas como a responsabilização de universidades, a perseguição a crimes de ódio e o aperfeiçoamento dos processos de visto, indicando que a decisão dominicana está alinhada a políticas internacionais de combate ao ódio.

As implicações desse passo são múltiplas. Primeiro, a adoção da definição da IHRA cria um padrão jurídico que pode ser usado em processos judiciais e em políticas públicas, facilitando a denúncia e a punição de atos antijudaicos. Segundo, ao se posicionar de forma clara e apolar à intolerância religiosa, a República Dominicana reforça sua imagem como defensora dos direitos humanos, o que pode atrair apoio diplomático e econômico, sobretudo dos países que compartilham desse compromisso, como os Estados Unidos. Terceiro, a medida pode estimular outros Estados da América Latina a seguir o exemplo, ampliando a rede de proteção às comunidades judaicas em toda a região.

Por fim, ao vincular a iniciativa à defesa da dignidade humana “indivisível”, o governo dominicano envia uma mensagem de que a luta contra o antissemitismo é parte de um combate mais amplo contra todas as formas de ódio e discriminação. Essa postura, ao mesmo tempo simbólica e prática, tem o potencial de fortalecer a segurança da população judaica local, promover a educação sobre o Holocausto e consolidar a República Dominicana como um parceiro confiável na defesa dos valores democráticos e da coexistência pacífica na América Latina.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: 'Human dignity is indivisible': Dominican Republic to adopt IHRA definition — Israel Hayom

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