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Israel: Opposition realizes this is the only way to win the

A eleição que se aproxima – marcada para o próximo mês – já tem seu desfecho praticamente decidido, embora a maioria dos eleitores ainda esteja focada na corrida de Ofer Winter, candidato independente que tenta atrair o eleitorado de direita. O verdadeiro pivô da disputa está no bloco de centro‑esquerda, onde as peças se rearranjam como tectônicas que, embora ainda pareçam estáveis, já indicam mudanças profundas.

Desde a fundação de Israel, a direita passou por apenas quatro lideranças, enquanto o centro‑esquerda teve quatro chefes diferentes apenas no último mandato: Yair Lapid, Benny Gantz, Naftali Bennett e, agora, Gadi Eisenkot. Essa rotatividade acelerada gera dúvidas sobre a capacidade de o bloco de oposição manter coesão e evitar a aparição de um quinto líder que fragmentaria ainda mais a votação. A preocupação é real, sobretudo porque Bennett – que ainda tenta se reerguer após a derrota – tem seu apoio despencado para números de um dígito nas pesquisas de canais como 14 e i24.

Para conter a queda, Bennett tem buscado uma aliança estratégica com Hili Tropper, líder do partido Zionist Home, que detém dois ou três assentos nas pesquisas. A proposta de fusão tem sido feita com vigor, mas não é unilateral: Eisenkot também reconhece o valor de Tropper e estaria disposto a “vender um rim” para trazê‑lo ao seu lado. Essa negociação tem como objetivo criar um bloco suficientemente forte para reduzir a ameaça de Yair Lapid e, ao mesmo tempo, neutralizar a pretensão de Avigdor Lieberman de disputar a liderança.

A solução mais plausível que se desenha nos bastidores é um grande acordo entre Eisenkot, Bennett e Lapid. Essa aliança traria múltiplos benefícios: Eisenkot garantiria a candidatura à primeira‑ministra e consolidaria sua posição como maior partido; Bennett asseguraria um número razoável de cadeiras, mitigando o risco de ficar fora do governo; e Lapid preservaria influência ao integrar seu movimento ao novo bloco. O objetivo maior seria formar um governo minoritário que dependesse da abstenção dos partidos árabes, reduzindo assim a necessidade de alcançar a maioria absoluta de 61 assentos.

A lógica por trás desse arranjo é que, ao deixar a bancada árabe fora da votação decisiva, o bloco de oposição poderia governar sem a necessidade de alianças amplas, ao mesmo tempo que impediria que o atual primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu se mantenha no poder sem enfrentar um desafio efetivo. A expectativa é que Netanyahu, ao ver um adversário com vantagem de dez cadeiras, recorra a táticas de fragmentação das listas menores de direita, como fez em 2019, para tentar derrubar a coalizão emergente.

Embora nada seja garantido, os negociadores estão tratando a hipótese de um governo de menorias com “grave seriedade”. Caso a aliança entre Eisenkot, Bennett e Lapid se concretize, Israel poderia testemunhar um novo modelo de governo, menos dependente de acordos com partidos religiosos ou árabes, e mais centrado em uma agenda de segurança e desenvolvimento econômico que reflita os anseios da maioria da população israelense. As implicações são amplas: um governo estável e moderado poderia melhorar a posição internacional de Israel, atrair investimentos e reforçar a confiança interna, ao passo que a continuidade de Netanyahu seria ainda mais incerta, marcando talvez o fim de uma era de liderança dominada pelo veterano da direita.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Opposition realizes this is the only way to win the election — Israel Hayom

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