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Pickaxe Mountain: obra nuclear iraniana cresce 2024

A análise de imagens de satélite divulgada recentemente pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS) revelou um intenso aumento nas obras de construção em Pickaxe Mountain, um local suspeito de abrigar instalações nucleares iranianas. A montanha, situada a cerca de 225 km ao sul de Teerã, nas proximidades do complexo nuclear de Natanz, tem sido alvo de monitoramento constante por agências de inteligência ocidentais, que a consideram um provável refúgio subterrâneo para o programa nuclear de Teerã.

Segundo o estudo, que foi obtido exclusivamente pela CNN antes de sua publicação, a atividade de construção na área disparou ao longo de 2026, indicando que o Irã está expandindo ou reforçando a infraestrutura existente. Analistas do CSIS sugerem que a estrutura subterrânea foi projetada para servir como um “porto seguro” para o programa nuclear, possivelmente acomodando centrífugas de enriquecimento de urânio. Essa hipótese encontra eco nas declarações da inteligência israelense, que já havia apontado que o Irã poderia estar transferindo equipamentos críticos para Pickaxe Mountain como forma de dificultar eventuais ataques.

O contexto político dos últimos meses intensifica ainda mais a relevância da descoberta. O ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou publicamente a intenção de atingir o alvo, afirmando que “sabemos quem está se movendo lá” e que um ataque poderia ocorrer “muito em breve”. Ao mesmo tempo, o Pentágono tem trabalhado no desenvolvimento de armamentos capazes de perfurar rochas graníticas tão densas quanto as que compõem a montanha. A própria CSIS alertou que as bombas convencionais mais pesadas em uso pelos EUA – as chamadas “bunker busters” – teriam dificuldade para alcançar o interior da formação rochosa, colocando Pickaxe Mountain entre os poucos alvos nucleares iranianos que permanecem fora do alcance das armas de geração atual.

A preparação dos EUA para um eventual ataque se evidencia também em documentos de contrato emergencial de US$ 1,2 milhão assinados por um programa da Defense Threat Reduction Agency (DTRA) poucos dias antes da Operação Epic Fury, lançada em fevereiro em conjunto com Israel. O contrato previa a reparação de uma instalação de teste subterrânea única na White Sands Missile Range, no Novo México, para a realização de um teste ao vivo que validaria capacidades classificadas contra ameaças emergentes. O memorando, datado de 27 de fevereiro, especificava que o trabalho deveria ser concluído em duas a três semanas, sob a justificativa de um “diretivo de segurança nacional sensível ao tempo”. Fontes familiarizadas com o caso confirmaram à CNN que o plano de testes estava diretamente ligado ao conflito iminente com o Irã.

Esses desenvolvimentos apontam para uma escalada de tensão entre Washington e Teerão, na qual a capacidade de destruição de alvos subterrâneos se torna um ponto crítico. Caso os EUA consigam aperfeiçoar bombas capazes de penetrar rochas graníticas, a estratégia iraniana de esconder componentes nucleares em cavernas profundas perderá parte de sua eficácia dissuasória. Por outro lado, a dificuldade técnica e o risco de danos colaterais aumentam a probabilidade de que Washington opte por outras formas de pressão, como sanções econômicas reforçadas ou operações de sabotagem cibernética.

Para Israel, a situação tem implicações ainda mais diretas. O país tem sido historicamente o principal vigilante da proliferação nuclear no Oriente Médio e tem defendido a necessidade de neutralizar qualquer avanço iraniano que possa ameaçar sua existência. A possibilidade de um ataque conjunto EUA‑Israel a Pickaxe Mountain poderia ser vista como um teste de capacidade e de vontade política, reforçando a mensagem de que qualquer tentativa de blindar o programa nuclear iraniano será confrontada.

Em suma, a nova evidência de expansão em Pickaxe Mountain evidencia a determinação do Irã em proteger seu programa nuclear, ao mesmo tempo em que expõe vulnerabilidades nos arsenais ocidentais. A resposta americana, que inclui tanto o desenvolvimento de armamentos avançados quanto a mobilização de recursos de teste em solo americano, sinaliza que o conflito pode evoluir para uma fase de confronto direto, caso a diplomacia não consiga conter a escalada. As implicações para a segurança regional são profundas: um ataque bem‑sucedido poderia desestabilizar ainda mais a já frágil ordem no Oriente Médio, enquanto a falha em neutralizar o alvo pode fortalecer a confiança iraniana em sua capacidade de resistência.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: US evaluates advanced bunker-busting capabilities as secret Iranian nuclear fortress expands — Israel Hayom

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