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Israel em guerra: 7 frentes e 2 linhas vitais para o futuro

Israel enfrenta, neste momento, uma situação de guerra que se desdobra em sete frentes distintas, mas, paralelamente, duas outras linhas de batalha – o norte e o sul do país – são apontadas como fundamentais para a sobrevivência e o futuro do Estado. O texto, escrito por Michal Cohen, CEO da Fundação Rashi, reforça que, sem desenvolvimento equilibrado nessas regiões, não há como garantir a continuidade de Israel como nação. A autora argumenta que a reconstrução física – reparo de edifícios, infraestrutura e reforço militar – é indispensável, porém insuficiente se não for acompanhada por investimentos que devolvam esperança e perspectivas de vida digna aos cidadãos que ali residem.

A narrativa destaca que o retorno de residentes às áreas afetadas pelo ataque do Hamas em 7 de outubro representa apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio reside em oferecer motivos concretos para que essas famílias permaneçam, criem seus filhos e construam projetos de longo prazo. Para isso, é preciso ampliar a oferta de educação de qualidade, gerar empregos sustentáveis, fortalecer o tecido comunitário e criar oportunidades de crescimento econômico. A autora enfatiza que a força de um país não pode se medir apenas pelos seus recursos bélicos; ela depende da saúde das suas comunidades. Quando regiões permanecem vulneráveis, a sociedade como um todo perde resiliência.

No panorama proposto, o setor público, o empresarial e o da sociedade civil têm papéis distintos, mas complementares. A cooperação entre eles é vista como a única forma de produzir mudanças significativas. A filantropia, em especial, ganha destaque por sua flexibilidade, capacidade de mobilizar recursos e coragem para articular parcerias entre diferentes atores. A Fundação Rashi, segundo Cohen, está presente exatamente nesses momentos críticos, investindo em etapas que moldam a vida das pessoas, desde o nascimento até a inserção no mercado de trabalho. O objetivo central é garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo o direito fundamental de cada criança a um futuro melhor.

Cohen apela a um senso moral compartilhado, sustentado por valores comuns, que obriga a sociedade a transformar a tragédia vivida pelos judeus em um processo de cura, renovação e crescimento. Ela relata que, apesar das dificuldades, há comunidades que já demonstram força para reconstruir suas vidas, especialmente jovens do norte e do sul que mantêm viva a esperança. Contudo, reconhece que o caminho ainda é longo e repleto de obstáculos, e que a complacência com os avanços já alcançados seria um erro. O chamado é para manter o olhar no futuro, questionar continuamente o que ainda falta fazer e aproveitar a oportunidade histórica de converter o trauma profundo em um motor de desenvolvimento social.

Em síntese, o texto propõe que a verdadeira segurança de Israel dependa tanto da capacidade militar quanto da construção de um ambiente onde todas as regiões – particularmente o norte e o sul – possam prosperar. Investimentos em capital humano, educação, emprego e coesão comunitária são apresentados como pilares essenciais para garantir a continuidade do Estado judaico e a realização de um futuro próspero e resiliente para toda a população.


📖 Perspectiva Bíblica

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” (Isaías 40:31)

Fonte original: Turning a national crisis Into renewal, growth — Israel Hayom

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