As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos deixaram Israel diante de um cenário político mais complexo. O Partido Democrata conquistou ambas as casas do Congresso, ao passo que críticos mais incisivos de Israel ganharam maior presença em Washington. Entre os republicanos, a derrota provocou reflexões internas; o vice‑presidente J.D. Vance chegou a citar a demanda de eleitores que abandonaram o partido por “mudar nossa relação com Israel”. Esse clima de incerteza serve de pano de fundo para o segundo Israel Hayom Summit, que acontecerá nesta quarta‑feira, 11 de novembro, no hotel InterContinental, em Times Square, Nova Iorque. O evento, promovido pelo jornal Israel Hayom e com a presença da editora Miriam Adelson, reúne atuais e antigos altos funcionários do governo americano, líderes comunitários e executivos empresariais para debater o futuro da aliança EUA‑Israel e estratégias de fortalecimento diante do novo panorama político.
Apesar das preocupações levantadas pelos resultados eleitorais, a base de apoio a Israel entre o público americano e seus representantes eleitos permanece sólida. Dentro do Partido Democrata, as vozes mais radicais não representam a totalidade da bancada; a corrente moderada ainda detém maior peso. Em Washington continuam a existir legisladores que enxergam Israel como aliado estratégico, reconhecendo a importância da parceria em segurança, economia e valores compartilhados. Essa realidade será analisada no summit, que contará com figuras de destaque como o embaixador e rabino Yehuda Kaploun, encarregado de monitorar e combater o antissemitismo; o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz; o ex‑enviado especial para o Oriente Médio, Jason Greenblatt; e a ex‑vice‑enviada especial, Morgan Ortagus. Eles discutirão as posições da administração Trump e do Partido Republicano em relação a Israel, bem como os desafios que o país enfrentará perante o novo Congresso.
Do lado democrata, participarão Ted Deutch, da Flórida, agora CEO do American Jewish Committee, e Eric Fingerhut, de Ohio, presidente e CEO das Jewish Federations of North America. Ambos trazem experiência legislativa e profundo conhecimento da política democrática, oferecendo a perspectiva de quem trabalha para apoiar Israel e as comunidades judaicas dentro do partido. As questões centrais do encontro giram em torno de como manter o apoio a Israel no Congresso recém‑eleito, como estreitar laços com as gerações mais jovens e como intensificar a cooperação bilateral no combate ao antissemitismo.
Além desses temas, o summit abordará a ameaça iraniana, a inovação tecnológica e os vínculos com a diáspora judaica. Entre os participantes de destaque estão Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, e Yehuda Stone, diretor executivo da Agência Judaica. A transmissão ao vivo será feita pelo site do Israel Hayom, permitindo que a comunidade interessada acompanhe o debate em tempo real.
As implicações desse encontro são múltiplas. Primeiro, ele demonstra que, embora o Congresso tenha mudado, há ainda um amplo consenso bipartidário sobre a importância estratégica de Israel para os Estados Unidos. Segundo, ao envolver líderes democratas e republicanos, o summit busca construir pontes que evitem a polarização excessiva e garantam que as políticas de apoio a Israel sejam sustentáveis, independentemente das oscilações eleitorais. Por fim, ao incluir representantes do setor privado e da sociedade civil, o evento reforça a ideia de que a parceria EUA‑Israel vai além da diplomacia oficial, abrangendo áreas como saúde, tecnologia e combate ao ódio, elementos essenciais para a continuidade de uma relação forte e resiliente no futuro próximo.
📖 Perspectiva Bíblica
“Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, que todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33)
Fonte original: After the midterms, what comes next? — Israel Hayom
