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Israel: emissário dos EUA denuncia escalada global de ódio

O embaixador e rabino Yehuda Kaploun, nomeado pelo ex‑presidente Donald Trump como enviado especial dos Estados Unidos para monitorar e combater o antissemitismo, concedeu entrevista exclusiva ao Israel Hayom em que descreve a escalada do ódio contra judeus e contra Israel como parte de um ataque global ao Ocidente. Para Kaploun, o ataque de 7 de outubro, perpetrado pelo Hamas, não foi apenas um episódio do conflito israelo‑palestino; foi, ao mesmo tempo, um golpe simbólico contra a civilização ocidental, realizado por forças do islamismo radical em aliança com setores da esquerda ocidental.

Ele afirma que a data marcou o início de uma “guerra de civilizações”, na qual a Europa e os demais países democráticos precisam escolher de que lado ficarão. Segundo o enviado, há uma linha clara entre crítica legítima a políticas israelenses e antissemitismo; a primeira pode ser debatida, enquanto a segunda se manifesta em acusações infundadas, negação do direito de existência de Israel e, sobretudo, na equiparação do sionismo ao racismo. Kaploun denuncia ainda que a mídia internacional tem colaborado para a difusão desse discurso, ao distorcer fatos e privilegiar narrativas que alimentam a animosidade. Ele cita como exemplo a publicação, pelo The New York Times, de uma foto de Mohammed al‑Mutawaq, criança de Gaza com condição neurológica, usada para ilustrar fome no enclave, sem que o menino tivesse qualquer relação com a guerra. O retrato chegou a 50 milhões de leitores, enquanto o pedido de desculpas da redação foi visto por apenas 100 mil.

O enviado também aponta para uma suposta rede de colaboração entre grupos de esquerda nos EUA – como o Conselho de Relações Islâmico Americano (CAIR) – e organizações terroristas como Hamas, Hezbollah e a Irmandade Muçulmana. Ele cita o senador Marco Rubio, que já declarou que esses atores compartilham agenda e recursos para criar uma narrativa que mobiliza simpatizantes ao redor do mundo. Para Kaploun, a desinformação e a “misrepresentation” são as principais armas desse movimento, que se aproveita de sentimentos de injustiça para semear divisão.

Em relação às consequências, Kaploun acredita que a educação é o caminho mais eficaz para conter o que ele chama de “doença malignas”. O envio especial dispõe de autoridade e recursos para coordenar esforços entre governos, organizações da sociedade civil e instituições acadêmicas, visando desenvolver programas que ensinem a história do povo judeu, o combate ao ódio e a identificação de notícias falsas. Ele demonstra otimismo de que, com uma estratégia coordenada, o combate ao antissemitismo pode ser vencido, embora reconheça que o desafio é “enorme”.

Ao refletir sobre a reação internacional ao massacre de 7 de outubro, Kaploun lamenta que, ao invés de solidariedade, o mundo tenha assistido ao aumento de sentimentos antijudaicos, anti‑israelenses e anti‑sionistas nos últimos três anos. Para ele, isso evidencia que Israel continua sendo um alvo estratégico para quem deseja desestabilizar o Ocidente; atacar Israel equivale, em sua visão, a atacar toda a cultura e valores ocidentais. Assim, a entrevista termina com um alerta: a luta contra o antissemitismo não é apenas uma questão de segurança para o povo judeu, mas um teste de resistência da própria civilização liberal frente a forças que buscam minar sua coesão.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não temais, pois eu sou o que vos salva; o Senhor é a vossa fortaleza.” (Salmos 27:1)

Fonte original: 'October 7 was an attack on the entire West': Trump's antisemitism envoy in exclusive interview — Israel Hayom

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