Na última terça‑feira, a maior mesquita de Teerã recebeu milhares de fiéis para homenagear a morte do aiatolá Ali Khamenei, o antigo líder supremo do Irã. O funeral contou com a presença de políticos de destaque e dos filhos do falecido, mas o anfitrião designado para o evento – Mojtaba Khamenei, sucessor informal do regime – não apareceu. Desde a morte do pai, em fevereiro, Mojtaba desapareceu da vida pública; a população iraniana não tem notícias, fotos ou gravações que confirmem seu paradeiro há quase seis meses, conforme apontam fontes citadas pelo The Atlantic.
A ausência do novo líder tem gerado um vácuo de informações que chega a ser descrito como “corte total de comunicação”, inclusive para familiares próximos. Mohammad Hossein Khoshvaght, parente e ex‑funcionário do governo, revelou que apenas quatro pessoas tiveram contato direto com Mojtaba nos últimos tempos, justificando o isolamento como medida de segurança. A lógica apresentada pelos poucos que ainda falam por ele é que, após o bombardeio aéreo que matou o pai, ele se tornou alvo de possíveis operações de assassinato dos Estados Unidos ou de Israel. Qualquer transmissão de voz ou imagem poderia revelar sua localização a serviços de inteligência hostis.
Além da preocupação com um ataque externo, há relatos não confirmados de que Mojtaba teria sofrido ferimentos graves no mesmo bombardeio de fevereiro, o que dificultaria aparições públicas. Essa combinação de vulnerabilidade física e risco de assassinato alimenta teorias sobre seu possível falecimento. A redução drástica de documentos oficiais emitidos por seu gabinete tem levado alguns insiders a crer que ele já não está mais em condições de exercer suas funções. Um burocrata de Teerã chegou a afirmar que “acredito que Mojtaba está morto ou em estado de coma”, opinião compartilhada por dois colegas de trabalho. Um deles estimou que o evento teria ocorrido no início de agosto.
A incerteza sobre a liderança iraniana tem repercussões geopolíticas significativas. Se Mojtaba realmente estiver incapacitado ou morto, o país enfrenta um vácuo de poder que pode desencadear lutas internas entre facções conservadoras e reformistas, além de abrir espaço para intervenções externas. O presidente dos EUA, Donald Trump, já alertou que o Irã poderia sofrer um ataque ainda mais devastador que a chamada “Guerra dos 12 Dias”, caso a instabilidade se aprofunde. Dentro do Irã, surgiram apelos nas redes sociais pedindo orações e até sacrifícios de carneiros em nome de Mojtaba, enquanto clérigos não identificados previam sua possível eliminação.
Enquanto a comunidade internacional observa atentamente, o futuro imediato do Irã permanece nebuloso. A falta de comunicação oficial, a ausência de um líder visível e as suspeitas de um possível colapso interno criam um cenário de alta volatilidade, que pode reverberar não apenas na política interna persa, mas também nas relações do país com os Estados Unidos, Israel e demais atores regionais. O desenrolar desses acontecimentos será decisivo para a estabilidade do Oriente Médio nos próximos meses.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: Mojtaba Khamenei's fate: Is Iran hiding something? — Israel Hayom
