No cenário eleitoral israelense, uma discussão animada está em curso entre os membros do Likud. Alguns argumentam que as eleições atuais têm uma semelhança com a derrota de 1992, quando Yitzhak Rabin venceu Yitzhak Shamir e os Acordos de Oslo foram assinados. Outros defendem que a eleição atual é mais semelhante à derrota de 1999, quando Ehud Barak conquistou a presidência, deixando Aryeh Deri e o Likud na oposição.
Ambas as situações têm um elemento comum: a oposição ultrapassou o governo de direita do Likud, explorando a preocupação com a segurança e apresentando uma figura militar de alta patente à frente do seu grupo. Em 1992, foi a onda de atentados e o assassinato da adolescente Helena Rapp que mobilizou o eleitorado, levando a crença de que apenas Rabin poderia lidar com a situação de Gaza. Em 1999, o foco estava novamente em Gaza, mas agora com a campanha de “Corrupt – Chegou a hora de mudar” e um profundo desgosto com o governo de longa data.
Ainda mais interessante é que, naquela época, o Likud perdeu votos em grande escala, o que poderia ter levado o Ministério do Meio Ambiente a emite um alerta de poluição de emergência. Hoje em dia, é a coletânea impressionante de partidos fragmentados que está se unindo contra o Likud, desde Feiglin até Zilikha e Winter, e o perigo para o partido Religioso Sionista não passou ainda.
Por outro lado, há uma coalescência dos elites em torno do que eles veem como uma batalha pelo futuro do país contra o perigo representado por Netanyahu e seu coalizão religioso-haredi. Em 1999, isso resultou em uma campanha midiática sem precedentes, dinheiro ilegal de fora do país e mobilização de elites da cultura, direito e academia para mudar o governo. Embora seja difícil dizer quais as causas principais da derrota do Likud, é possível que as razões sejam múltiplas, incluindo a reforma judicial, a raiva contra os haredim e o 7 de outubro.
O Likud tem dois consultores de opinião, que apresentam resultados muito diferentes em suas pesquisas. Enquanto alguns indicam resultados ruins para Netanyahu, outros prevêem uma grande vitória para o líder do Likud. O conselheiro de opinião de Netanyahu, John McLaughlin, é um dos que estão mais otimistas, mas sua previsão foi errada em outro país, na Hungria, e não é possível saber se ele estará correto em Israel.
A opinião otimista do Likud se baseia na ideia de que a eleição é semelhante à de 1981, quando o país conquistou uma grande vitória contra o Irã, destruindo o reator nuclear iraquiano em uma operação bem-sucedida. Agora, a atenção está voltada para a possível destruição do reator nuclear iraniano. “Estávamos horas longe de um grande ataque que destruiria o que restava do regime”, disse um alto funcionário do governo e do Likud, referindo-se à ofensiva contra o Irã que foi paralisada por Trump no último minuto.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: The Iran strike Trump halted: 'We were about to destroy what remained of the regime' — Israel Hayom
