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O erro dos EUA na política com os sauditas em prol do Irã

Nos últimos meses, após a posse de Joe Biden, tudo indica que está havendo uma clara mudança na privilegiada posição da Arábia Saudita nos corredores do alto escalão do governo americano e das duas casas parlamentares, o Senado e o Congresso dos Estados Unidos.

A mudança de direção já começou quando Joe Biden declaradamente cancelou a venda de armamento estratégico para os sauditas em sua luta contra a tribos rebeldes do Yêmen, que estão tornando a vida na região em um inferno, tanto para os yemenitas quanto para os sauditas, que com dinheiro e armamento iraniano, tem espalhado o terror na península.

Os EUA interpretaram mal os sauditas, achando que julgá-los como os únicos responsáveis pelos massacres que ocorrem na região, desvia o fogo do Irã e aponta para a Arábia Saudita. Os iranianos por sua vez, omitem sua participação nos atos de terrorismo e ataques contra a Arábia Saudita, ao mesmo tempo que continua pedindo que seus comparsas continuem atacando a Arábia Saudita, sejam suas instalações de refinas de petróleo, ou até mesmo palácios do governo saudita. Não se ouviu nenhuma voz clara do ocidente e dos estados unidos em especial, censurando o que os hotis e os iranianos fizeram, muito pelo contrário, o silêncios é quase que um ato de cúmplice.

No último mês foi publicado um artigo de que os hotis conseguiram conquistar parte da região ocidental do Yêmen, o que agora, pode levar perigo até mesmo ao Estado de Israel, caso o Irã queira utilizar estes terroristas como forças avançadas.

Mais uma vez, ao contrário do que fez o governo de Donald Trump, ao invés de abafar o caso e haver uma advertência fora dos holofotes, pela primeira vez, o governo americano declarou publicamente o Mohammed Bin Salman como um dos principais responsáveis pela ordem ou pela cumplicidade com o caso do assassinato do jornalista saudita, Jamal Khashoggi. O problema não é ser democrático ou ser politicamente correto, em se tratando do Oriente Médio, o orgulho árabe pode ser algo extremamente perigo, e que pode levar a respostas inesperadas.

Um dos maiores problemas com a atitude americana, não é se estão certo ou não, mas como podem ser um farol no tempestuoso mar do Oriente Médio. Tanto os árabes quanto os persas, vivem de um orgulho histórico e cultural distorcido pela filosofia mortal do islã, que não permite a ninguém realmente tolerar a humilhação, e isto é o que no ocidente, não conseguimos entender. Os mais de 70 anos de conflito na região entre judeus e árabes, ensinaram os israelenses de forma dolorosa, como devem agir em casos como este, onde a força e os valores ocidentais, nem sempre são o melhor meio de interferir.

Nos caso dos árabes, a melhor forma de penetrar os valores ocidentais não é através de políticas agressivas, mas sim de penetração da cultura e valores ocidentais através dos meios de comunicação, da educação e principalmente através da cooperação. Somente em último caso a força pode ser usada, mesmo assim, com muitas restrições e evitando atingir os civis, pois afinal das constas, líderes vem, líderes vão, mas a população continua vivendo na região.

O resultado da mudança na política americana poderá levar os sauditas a buscarem alternativas, entre elas, novas alianças contra um inimigo em comum. Segundo a imprensa israelense, Arábia Saudita, Israel e Emirados já estão buscando uma aliança regional contra as forças iranianas na região em caso de mais agressões por parte dos iranianos. Os EUA erram em mudar política on sauditas em prol do Irã, e isso poderá levar a região a acender o barril de pólvoras em uma guerra regional, por enquanto, Joe Biden está mostrando que sua política em relação ao Oriente Médio não é sábia, mas somente para agradar meia dúzia de congressistas de origem iraniana em seu partido.

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