Em um vídeo longo em árabe e em inglês, Corey Gil-Shuster entrevista palestinos sobre o que causou uma grande diáspora de cristãos que viviam nos territórios palestinos até os anos de 1990. No começo as pessoas hesitavam em falar a verdade, mas após convencer os entrevistados de que suas imagens seriam distorcidas, eles revelaram a dura realidade. Os territórios palestinos são o local onde o racismo e o preconceito é mais extremo no Mundo, é o império do terror islâmico contra as comunidades cristãs tradicionais.
Um dos entrevistados que que vive na região de Ramallah conta como os árabes de fora da cidade, que chegaram no começo dos anos 1990, espalharam o discurso de ódio. Em um dos casos, ele conta que em uma briga entre um cristão e um muçulmano, o cristão acabou por matar o muçulmano em auto-defesa, o resultado foi a invasão de muçulmanos que entraram no vilarejo e queiram todas as casas destruindo o local.
Em outro testemunho, outro árabe fala sobre o boicote que os muçulmanos fazem contra os negócios dos cristãos, além disso, eles boicotam até mesmo muçulmanos que fazem negócios e mantem boas relações com os cristãos. A pressão interna social e econômica, levou os cristãos árabes palestinos a abandonarem a região, tentando a sorte em países europeus, Estados Unidos e até mesmo no Brasil.
Na cidade de Taybe por exemplo, depois de incidentes e conflitos semelhantes, os cristãos é quem passaram a boicotar os muçulmanos com medo da desproporção demográfica, se recusando a vender para eles propriedades e alugar residências. Isto se deve por causa do efeito Betlehem, onde a cidade era de 80% de cristãos no passado, mas com a chegada dos muçulmanos, e com eles a violência e o racismo, hoje a situação é inversa, existem apenas 20% de cristãos e 80% de muçulmanos. Os cristão de Taybe temem perder a maioria e a identidade cristã de sua cidade.
Alguns acusam a Autoridade Palestina de ser a verdadeira responsável pelo aumento da segurança interna e da preferência dos muçulmanos em detrimento dos cristãos, outros estão convencidos de que foi por causa da primeira intifada, e outros acreditam que o processo já havia começado muito antes por causa da falta de segurança pessoal e de empregos. De qualquer forma, nas entrevistas podemos perceber o quão profundo é o preconceito na região controlada pela Autoridade Palestina e com certeza está relacionado ao discurso de ódio apregoado nas mesquitas contra todos os que não são muçulmanos.
