Israel enfrenta nos último mês uma nova onda de Coronavírus, com um número de contaminados cada vez maior. A pergunta que muitos fazem, se isso acontece com um país de vacinados, por que então estão dando a terceira dose? Imediatamente milhares de teorias de conspiração surgem na internet, mas os fatos mostram que há um motivo real para isso.
Um número crescente de países ao redor do mundo já está planejando uma terceira dose da vacina. O nível de segurança da vacina não fica aquém do de outras vacinas. Doses de impulso são uma prática comum na prática de vacinas. Há uma boa base para supor que a vacina será eficaz no fortalecimento da imunidade e proteção com base no aumento observado no nível de anticorpos neutralizantes. Diante do aumento da morbidade, é a ferramenta mais eficaz no combate à doença coronariana.
O sistema de saúde em Israel está sendo imitado em todo mundo por causa da eficácia nos registros e na efetividade do cuidado com os pacientes de corona, mesmo com um grande número e poucos hospitais. Cada paciente, seja quem ele for, deve declarar onde esteve e com quem, nos momentos em que foi contaminado. Desta forma o sistema de saúde faz um mapeamento e avisa imediatamente todos os envolvidos.
Além disso, os sintomas e o processo de contaminação é devidamente documentado, permitindo um mapeamento e avaliações. Verificou-se que nos adultos à medida que se distanciam da data da vacinação – há uma diminuição do nível de proteção. A terceira dose da vacina é na verdade uma dose de reforço, que visa aumentar a resposta imunológica e, assim, aumentar a eficácia da vacina.
Agora o mais importante. O sistema de saúde de Israel verificou que mesmo entre as pessoas que já se vacinaram a mais de 6 meses com a primeira ou a segunda dose, e tenha se contaminado, o número de casos graves por causa da variante Delta. E entre os não vacinados, o número de pacientes graves e mortes é bem maior do que na fase anterior. Ou seja, as vacinações anteriores também diminuíram a gravidade da doença. Além disso, as pessoas que já haviam sido vacinadas, contaminam mesmo. E o que aconteceu com quem não foi vacinado nenhuma vez? O fato é que o número de pessoas graves e mortas por que não tomaram nenhuma vacina é bem maior das que já tomaram.
A situação do coronavírus em Israel
Ontem, 11.187 pessoas foram diagnosticadas com corona. Foram realizados 148 mil exames e a taxa de positividade foi de 7,92%. Este é um número recorde para um dia desde o início da pandemia. 1.109 pacientes com corona estão hospitalizados em hospitais de todo o país, 666 deles em estado crítico. Esta é uma queda adicional no número de pacientes graves, que era mais de 750 no início da semana. 149 dos pacientes tinham dificuldade para respirar. Os hospitais declaram que todos os jovens que estavam internados e em estado grave, não haviam se vacinado. Muitos pacientes que não haviam se vacinado agora estão incentivando e suplicando ao público para irem se vacinar.
A situação do coronavírus em nossa residência
Em minha casa, quem chegou contaminada foi minha esposa, que já havia sido vacinada duas vezes, porém já haviam passado 6 meses após a segunda vacinação. Segundo os médicos, após 6 meses, a eficácia cai muito e é necessária uma nova vacinação. Mesmo assim, minha esposa teve sintomas leves. Meus dois filhos foram contaminados por ela e não tiveram sintomas nenhum. Minha filha mais velha que está com menos de 6 meses vacinada na segunda dose, não foi contaminada. E eu que não me vacinei por impedimentos de saúde, milagrosamente ainda não fui contaminado, pois mantive o isolamento ao máximo. Em resumo, podemos ver aqui, que mesmo ficando doentes, todos tiveram sintomas leves ou não tiveram nenhum sintoma. Isto demonstra que a escolha da vacinação ainda é a melhor opção, pelo menos para nós. Neste quadro, minha esposa deixou a quarentena hoje e voltou ao trabalho. Minha filha mais velha foi para a faculdade. Eu estou cuidando dos outros dois. Acredito que sem a vacinação de minha esposa, o quadro em nossa residência seria bem mais grave.
Saúde Israel!
Desde Sião, Miguel Nicolaevsky
