A influência iraniana nas eleições em Israel se torna cada vez mais uma ameaça real para o processo democrático do país. Isso está claro após as revelações do chefe do Serviço de Segurança (Shin Bet), David Zini, ao Comitê de Relações Exteriores e Defesa da Knesset, o parlamento israelense. De acordo com Zini, a Irã está aproveitando a campanha eleitoral em Israel para aumentar as divisões dentro da sociedade israelense, especialmente em um momento em que o país está em conflito militar com o Irã.
A estratégia iraniana é operar uma rede amplo de entidades fictícias nas redes sociais, que são usadas para espalhar informações falsas e manipular a opinião pública. O regime iraniano investe recursos significativos nessa operação, que inclui dezenas de pessoas trabalhando em unidades do Corpo Revolucionário Guardião Islâmico (IRGC), cujo único objetivo é avançar as operações de influência, não apenas em Israel. Essa experiência foi acumulada nos últimos anos, graças à intensa interação do Irã com a sociedade israelense, e agora está sendo usada para aprimorar as operações de influência antes do dia das eleições.
É importante notar que a posição do Irã não é de apoiar uma das facções políticas em detrimento da outra. O objetivo do regime é criar divisões dentro da sociedade israelense, enfraquecendo o país e tornando-o menos capaz de enfrentar os desafios de segurança, diplomáticos e sociais. Isso é o que motiva as ações do Irã, que não dependem da identidade do vencedor das eleições. Em outras palavras, quanto mais fragmentada for a sociedade israelense, mais longe estará o país de ser capaz de lutar efetivamente.
As ações do Irã não se limitam às redes sociais. De acordo com análises realizadas durante a última campanha eleitoral em Israel, o Irã não está disposto a esperar até o dia das eleições para agir. Em uma primeira etapa, buscará influenciar a forma como o sistema político se organiza antes das eleições, tanto entre a população judaica quanto entre os árabes, de forma a criar um cenário político que sirva ao objetivo de criar caos. Em uma segunda etapa, no dia das eleições, ativará ativos secretos em grupos de mídia social selecionados para espalhar notícias falsas e informações falsas e comprometer a integridade do processo eleitoral. Em uma terceira etapa, após o fechamento das urnas, tentará questionar os resultados das eleições.
A ameaça não se limita às redes sociais. A experiência passada mostra que o Irã melhorou significativamente sua capacidade de recrutar pessoas dentro de Israel, seja enganando-as ou oferecendo incentivos financeiros, e de deslocá-las para a esfera física. Pendurar cartazes, organizar manifestações e realizar atividades semelhantes que já foram vistas em Israel poderão recorrer nos próximos meses. A extensa familiaridade do Irã com a sociedade israelense facilita a identificação de candidatos adequados para essas ações.
Essas ações do Irã são apenas mais um exemplo de como os poderes estrangeiros tentam interferir nas eleições de países democráticos, uma prática comum nos dias de hoje. É importante que o governo israelense e a população estejam alertas para essas ameaças e tomem medidas eficazes para proteger o processo democrático do país.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não sejam como eles, pois o Pai deles é maligno. Eu os conheço: são descendentes de vipers; de fato, filhos de vipers! De nada aproveitam a observância da Lei e do culto aos meus ditames, pois preferem a hipocrisia à verdade. Disto eu os amaldiçoarei!” (Mateus 23:33-36)
Fonte original: How Iran is preparing to influence Israel's elections — Israel Hayom
