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Israel perde produtividade estudo revela três causas

Israel, que há décadas se destacava como um dos países mais dinâmicos entre as economias do G7, está enfrentando um declínio de produtividade que pode comprometer seu futuro econômico. O alerta vem de um estudo recente da Shoresh, consultoria focada em políticas públicas, que aponta três fatores estruturais como responsáveis por essa reversão: lacunas no sistema educacional, mudanças demográficas desfavoráveis e a contínua fuga de cérebros para o exterior.

No início da década de 2000, Israel registrava crescimento da produtividade superior ao de seus pares ocidentais, impulsionado por um setor de alta tecnologia em expansão, forte investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e um mercado de trabalho altamente qualificado. Contudo, o relatório Shoresh demonstra que, nos últimos cinco anos, a taxa de crescimento da produtividade per capita caiu de 3,5% ao ano para menos de 1%, colocando o país atrás de todas as nações do G7. Essa desaceleração não é apenas numérica; reflete uma perda de competitividade em áreas estratégicas, como software, biotecnologia e energia limpa.

A primeira vulnerabilidade identificada é o sistema educacional. Embora Israel tenha mantido altos níveis de matrícula no ensino superior, a qualidade do ensino básico e médio tem se deteriorado, segundo o estudo. As avaliações internacionais, como o PISA, revelam queda nas competências de leitura, matemática e ciências, sobretudo entre estudantes de comunidades periféricas e de origem árabe. Essa disparidade gera um gargalo de talentos que, ao não ser devidamente desenvolvido, reduz o pool de profissionais aptos a alimentar a indústria de alta tecnologia.

Em segundo plano, as mudanças demográficas agravam o cenário. A taxa de natalidade, já baixa, vem diminuindo, enquanto a população idosa cresce rapidamente. O envelhecimento da força de trabalho eleva a pressão sobre o sistema de seguridade social e reduz a proporção de trabalhadores ativos, o que, por sua vez, diminui a taxa de crescimento da produção. Além disso, a imigração, tradicionalmente um motor de renovação demográfica para Israel, tem desacelerado nos últimos anos, em parte devido a políticas de integração mais restritivas e ao aumento da competição por vagas em países europeus e norte‑americanos.

O terceiro ponto crítico é a “fuga de cérebros”. Embora o país ainda atraia talentos estrangeiros, muitos profissionais altamente qualificados têm optado por carreiras no exterior, motivados por salários mais elevados, ambiente de pesquisa mais estável e menor carga burocrática. O relatório indica que, nos últimos dez anos, cerca de 12% dos graduados em ciência e engenharia deixaram o país permanentemente, um número que supera a média dos demais países do G7. Essa perda de capital humano compromete a capacidade de inovação e reduz a base tributária necessária para sustentar investimentos públicos.

As implicações desse quadro são amplas. No curto prazo, a queda de produtividade pode gerar um aumento do déficit fiscal, já que a arrecadação tributária não acompanha o crescimento econômico. No médio e longo prazo, Israel corre o risco de perder sua posição como hub de tecnologia no Oriente Médio, o que poderia atrair investimentos estrangeiros para concorrentes regionais, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, que vêm intensificando seus próprios programas de inovação. Além disso, a deterioração do mercado de trabalho pode intensificar tensões sociais, especialmente entre grupos que já se sentem marginalizados pelo sistema educacional.

Para reverter a tendência, o relatório Shoresh recomenda um pacote de reformas que inclui: aumento significativo de investimentos em educação básica, com foco em redução das disparidades regionais; políticas de incentivo à natalidade e à imigração qualificada; e a criação de um ambiente mais atrativo para retenção de talentos, mediante simplificação de processos regulatórios e ampliação de benefícios fiscais para empresas de P&D. O estudo alerta que a implementação dessas medidas deve ser rápida e coordenada, pois o atraso acumulado já está comprometendo a competitividade de Israel em relação aos seus pares do G7.


📖 Perspectiva Bíblica

“Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria.” (Provérbios 21:5)

Fonte original: Israel's economic future at risk as productivity falls behind G7 nations, report warns — Jerusalem Post

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