ALERTA: A tragédia da violência no setor árabe em Israel

A violência árabe é uma coisa que não tem explicação, e está relacionada a uma mentalidade primitiva, onde os homens foram ensinados a se acharem todos poderosos, desprezando o direito de crianças e mulheres de viverem uma vida com dignidade e liberdade. Nas últimas eleições no país, o partido RAAM fez questão de se associar ao novo governo na tentativa de conquistar verbas para combater a pandemia da violência no setor árabe da sociedade israelense.

Existem muitos fatores responsáveis pela violência no setor, alguns legam que é a questão econômica, mas a verdade é que a maioria dos casos de violência está relacionado a famílias “bem sucedidas”. Outros fatores são as brigas das gangues árabes que exigem propina de proteção, muito parecido com as milícias no Brasil. Um terceiro fator, e mais importante de todos, é o eternizado espírito de vingança que existe nesta sociedade, assassinatos por vingança são muitos comuns. Todos estes fatores estão associados a alguns sentimentos em comum, o orgulho árabe e a vergonha árabe. Nesta sociedade, o relacionamento entre uma mulher árabe com um judeu, pode ser visto como um vergonha para os familiares, uma humilhação para os pais. Além disso, se uma jovem árabe “sair” com pessoas seculares, e como elas, sem usar véu e viver uma vida laica, isto também é visto como traição e humilhação do “bom nome da família”, estes são os chamados crimes de honra.

Mais um exemplo trágico ocorreu hoje

Cena de Assassinato em Haifa, Polícia de Israel
Cena de Assassinato em Haifa, Polícia de Israel

Meiser Othman (27), divorciada e mãe de três filhos pequenos, foi assassinada na frente de seus filhos esta manhã (quarta-feira) em um apartamento na rua Gush Etzion no bairro Halisa de Haifa. Uma pessoa desconhecida entrou no apartamento, atirou em sua cabeça – e fugiu. Vizinhos que ouviram os tiros chamaram a polícia. A principal direção da investigação é a violência doméstica.

A polícia disse que abriu uma investigação ao receber uma denúncia na linha policial 100, sobre um tiroteio em Haifa durante o qual um residente local foi morto a tiros. A polícia iniciou as buscas e investigadores forenses chegaram ao local para reunir provas no local. Moradores do bairro disseram que “as pessoas que viram algo, têm medo de falar. Todo mundo está em silêncio. “

Pelo menos alguns dos filhos de Meiser estavam em casa no momento do ato. Um dos vizinhos cuidou deles até a chegada dos serviços assistenciais. Embora a principal direção da investigação seja a violência doméstica, a polícia diz que não há queixas iniciais da mulher, nem do ex-marido, nem do atual cônjuge. O caso foi transferido para investigação à Unidade Central (SAR) do Distrito Costeiro.

O médico do MDA, Ahmed Tuafshi, disse: “Quando chegamos ao local, nos juntamos às forças policiais e entramos no apartamento. “Vimos uma mulher inconsciente com uma lesão penetrante no corpo, fizemos exames médicos nela, ela estava sem pulso e sem respirar e tivemos que determinar sua morte no local.”

A vizinha de Meiser disse: “Estamos chocados com o que aconteceu. Ela era amiga de todos. Ela é uma mulher muito boa, charmosa, muito simpática, mora aqui há anos. A mãe dela também mora aqui.”

O ex-marido de Meiser é irmão de Neda’a Broad, que foi assassinado em 2005 por outro irmão – Hany Brod. O irmão que a assassinou foi morto em uma briga poucos dias depois do ato. O corpo foi encontrado logo após o assassinato, mas foi declarado anônimo, e só foi identificado 14 anos depois, graças à correspondência de sua amostra de DNA com o banco de dados nacional.

Conclusão

A minha esperança é que este governo realmente invista em uma educação de pacificação interna na sociedade árabe israelense, afinal de contas, a violência doméstica neste setor deu a sua cara mais feia que conheço, talvez no Mundo inteiro. O motivo para isso é principalmente pela convivência dos árabes com a sociedade judaica israelense, que incentiva a liberdade e a modernidade. Porém, nem todos no setor árabe são capazes de absorver que já estamos no século XXI, e continuam a responder as situações como se estivessem lutando contra os inimigos bizantinos ou cruzados em sua própria família. É muito triste presenciarmos famílias inteiras sendo dilaceradas por forças tão diabólicas.