Já nos primeiros momentos após o Desastre do Monte Meron que causou a morte de 45 judeus ultra-ortodoxos no santuário do Monte Meron, estava claro que a responsabilidade pelo incidente seria passada de mão em mão, políticos acusando oficiais da polícia, e vice-versa.
Hoje em uma reunião especial no parlamento de Israel, Benjamin Netanyahu declarou que é “nossa obrigação” investigar o incidente até o final. Por enquanto, o principal político responsável pelo evento, o Ministro das Religiões, Ya’akov Avitan, e o líder do partido Shaas, Aryeh Deri, se quer assumiram a responsabilidade, ao invés disso, estão acusando a “burocracia” pelo incidente na tentativa de tirar mais dinheiro do governo.
A grande maioria dos judeus ultra-ortodoxos que vão ao santuário do Monte Meron, são cabalistas e sefarditas, e agora está crescendo a revolta e a crítica em seu público pelo sistema de toma lá e da cá, que permite fracassos como o que ocorreu. No antro ultra-ortodoxos a “ajuda mútua” para aprovar eventos de grande proporção como o que houve, sem o devido cuidado com a seguridade do povo, pode se tornar uma armadilha sem volta.
