Mais uma vez é importante salientar, que mesmo sem uma decisão clara do antigo governo americano, parece que todo mundo já sabia que o príncipe herdeiro Saudita foi realmente responsável pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. Tudo indica que para o governo anterior, a questão não era de Justiça, mas sim de interesse político. Uma vez tendo esse interesse sair de cena com o prelúdio do governo de Donald Trump, Joe Biden não perdeu tempo, deixando bem claro que o governo americano desaprova o extermínio de jornalistas, que são um instrumento necessário para garantir o mínimo de democracia em países ditatoriais.
A porta-voz também se referiu ao assassinato do jornalista Jamal Khushki na embaixada saudita na Turquia em 2018 e acusou o príncipe herdeiro saudita Muhammad bin Salman de envolvimento no incidente. De acordo com um relatório dos EUA preparado durante a presidência de Trump, mas que permanece confidencial até hoje, o regente aprovou a ação contra o jornalista.
A avaliação americana deriva do envolvimento de Bin Salman no processo de tomada de decisão sobre o assunto, o envolvimento de seus associados e suas tentativas de silenciar vozes dissidentes no reino. No entanto, de acordo com a reportagem, não está claro se Mohammed bin Salman sabia de antemão que a operação terminaria com a morte do jornalista saudita.
Após a publicação do relatório, os Estados Unidos anunciaram a imposição de sanções contra 76 oficiais sauditas, incluindo o ex-chefe adjunto da inteligência saudita e a unidade de intervenção rápida no reino. No entanto, estima-se que nenhuma sanção direta será imposta a Mohammed bin Salman.
Ainda não sabemos qual será o real destino das acusações que agora estão vindo a público por parte do governo americano contra as ações do Prince perder o Saudita Mohammed bin Salman, mas o fato é, que o assassinato do jornalista, poderá representar o final de uma coalizão americana e Saudita contra o Irã. Joe Biden tem demonstrado interesse em seguir pelo caminho diplomático para resolver o problema com o Irã, algo que seus antecessores já tentaram, e obviamente fracassaram.
Fonte: IsraelHayom, YnetNews
